sexta-feira, maio 17, 2013

E quando dois olhos finalmente se encontram as palavras tornam-se totalmente dispensáveis.

quinta-feira, maio 09, 2013

o choro da madrugada é o que salva a alma

terça-feira, maio 07, 2013

"Quando o dinheiro falta, o amor salta a janela".
Sábia, muito sábia essa minha mãe.

segunda-feira, maio 06, 2013

Lembrar de ti é como flertar com a morte.


domingo, maio 05, 2013

Escola

A solidão me ensinou a apreciar o silêncio.

A dor da carne alivia a dor da alma.

sexta-feira, maio 03, 2013

Travelling without moving

Aquela vontade que explode dentro do peito de querer ganhar a rua, a lua, o mundo.
Tudo que respiro é combustível pra mente.
Quero abraçar as pessoas. Quero que elas me acompanhem, mas elas não querem.
Ficam estáticas, paradas no mesmo lugar.
Eu vivo enquanto os outros só existem.

quinta-feira, maio 02, 2013

Let it go

O chão sumiu. Há apenas um frio na barriga incontrolável.
Faltou-me o ar e o coração parou de bater.
Estou caindo num buraco cheio de lembranças.
Rodopio e esbarro em projeções do teu sorriso.
Faz calor; o mesmo calor dos teus abraços e agora teu perfume está impregnado na minha pele.
Inspiro lentamente e solto o ar bem devagar, pra dar tempo do teu cheiro grudar nas minhas entranhas.
Me permito cair nesse infinito onde você ainda existe e acho que não quero te deixar ir embora, mesmo sabendo que você já foi.

É incrível o que acontece dentro da gente quando nos permitimos fechar os olhos por alguns segundos.


Arquivo morto

Se eu pudesse inventar algo, inventaria um pote de lembranças.
Guardaria ali todas as imagens que, um dia, minha memória há de esquecer.
Não pra ficar relembrando a todo momento e sim pra livrar espaço na mente e no coração.
As vezes acho que ando tão cheia dessas lembranças, boas e ruins, que a emoção dos novos acontecimentos não encontra lugar pra se instalar.
Só fico na dúvida se é por falta de espaço ou por, simplesmente, não serem acontecimentos fortes o suficiente para ficarem marcados em mim.




terça-feira, abril 30, 2013

Parabéns

Foram os dois anos mais doloridos da minha vida.
Mais do que os anos da infância, eu diria.
Porque a dor ainda é latente. Porque as memórias ainda são frescas. Porque eu já aprendi a lidar com a infância, quem sabe.
Mas é incrível o poder de crescimento do ser humano na dor.
Nunca cresci tanto. Nunca aprendi tanto.
A solidão é devastadora e ao mesmo tempo uma das escolas mais eficazes de que já tive conhecimento. De uma rigidez ignorante e de um retorno esplendorosamente reconfortante, recompensador.
É bom poder estufar o peito e dizer que estou muito melhor agora. Que estou e sou mais segura e confiante.
Que experiência incrível é essa de estar sozinho com você mesmo, num ambiente em que não há espaço pra fugas.
Piegas, eu sei, mas me considero uma heroína.
Venci meus medos e provei que sou capaz de andar com minhas próprias pernas.
Um brinde à minha liberdade.
Feliz 2 anos de vida nova pra mim!
;)

sábado, abril 27, 2013

Onde foi mesmo que eu perdi o controle da minha vida?
Maldita hora em que saí da barriga da minha mãe.

sexta-feira, abril 26, 2013

:):

Eu já disse isso aqui outas vezes mas vou repetir: eu adoro reler coisas antigas.
Hoje, vasculhando minhas fotos no Flickr, me deparei com o pensamento abaixo, acompanhado dessa foto.
Incrível como a vida da gente muda.
Isso foi postado há 28 meses.


Impossível colocar aqui todas as cores que já tive, todas as faces que já usei, todos os disfarces que quis ter, toda a alegria que fingi sentir, toda a tristeza que escondi, toda a sinceridade que esbanjei.
O fato é que no fundo, no fundo mesmo, quando me olho assim, de cara lavada, com minha própria cor, ainda me falta um sorriso no rosto, que virá com o tempo, depois que a casa estiver em ordem e eu conseguir finalmente identificar em meio a tantas cores, tantas caras, tantos disfarces, tantas vontades, qual é a minha verdadeira face.

















terça-feira, abril 23, 2013

Tangível

Dentro do peito é só o que consegue sentir.
Tem tudo o que se espera, mas a lacuna é maior.
Nada preenche, nem Deus.
Se imagina como uma alma aprisionada num corpo oco.
O vazio é, de todos os sentimentos, o mais concreto.






terça-feira, abril 16, 2013

Crônica

Aquela dor que nunca sai de você.
Que tá sempre ali, pulsando.
Tem dias que dói mais, outros menos, mas nunca acaba.
Como disse um dia Zeca Baleiro: dor não cura com penicilina.
E mais: "tanto amor em mim como um quebranto. Tanto amor em mim, em ti nem tanto".
Êta vida.


quarta-feira, abril 03, 2013

Enciclopédia

Acho que desaprendi a amar.
Ou talvez nunca tenha aprendido.

Lixeira

Resolvi ler alguns e-mails antigos hoje. Sei lá, tem coisas que são boas de lembrar.
Daí que num determinado momento encontrei dezenas, centenas eu diria, de e-mails enviados a um ex-namorado. Conteúdo: minha AGENDA DO DIA.
Tipo, eu mandava meus horários pro cara: "das 14h às 15h - aula de tal coisa. das 17h às 18h consulta com ortopedista. Vou fazer o exame no laboratório tal. O endereço é esse. Tô indo dormir. Acordei. A outra professora trocou o horário dela comigo, antes eu daria aula às 14h agora só entro às 16h."
Ele tinha o controle de cada passo que eu dava!
Será que esse era o conceito que eu tinha de namoro a distância?
MEU DEUS, como foi que eu deixei isso acontecer comigo?
Tô em choque.

terça-feira, abril 02, 2013

Se fosse possível vomitar as coisas que sinto acho que sofreria de bulimia.

quarta-feira, março 27, 2013

29

Tanta coisa pra dizer pra mim mesma hoje.
Tão, mas tão difícil olhar pra esse meu último ano.
Mas o que importa é que passou, que no geral foi bom e que muitas coisas aconteceram para que eu me tornasse uma pessoa melhor.
Uma pena não poder ter por perto todas as pessoas que eu gostaria.
Uma pena algumas pessoas não terem lembrado de mim hoje.
Mas acontece. Uma hora deixamos de fazer parte da vida das pessoas, assim como elas tb deixam de fazer parte da nossa vida.

Um brinde aos meus 29 anos.
Obrigada a todos os envolvidos nesse último ano.

Uma declaração de amor pra mim mesma, no video abaixo.




terça-feira, março 12, 2013

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Gostaria de saber a quem estou enganando.
Quem, afinal, se convence de que estou curada? De que estou bem e esplendorosamente feliz, se qualquer pessoa que parar por 2 minutos pra olhar nos meus olhos vai enxergar as lágrimas que choro pra dentro? 
Que dor é essa que insiste em aparecer de tempos em tempos? Que saudade é essa que dilacera o peito?
Tenho tudo e ao mesmo tempo nada.
A barriga está cheia e mesmo assim ronca.
Durmo 24hrs e continuo acordada.
Corro por quilômetros sem sair do lugar.
Os anos passam e eu continuo olhando a mesma folha do calendário.
E no fim das contas estou aqui achando que as coisas mudaram e, na verdade, continuam exatamente como eram.


segunda-feira, março 11, 2013

Punk

Já digitei aqui umas 15 linhas diferentes e apaguei todas elas. 
Pelo visto tô querendo dizer alguma coisa e não sei o que é. 
Várias palavras passaram correndo pela minha consciência, mas a única que ficou foi a saudade.
Acho que ando sentido falta de coisas que não vivi ainda. Ou de coisas que nunca vou viver, que gostaria de ter vivido.
Será que é culpa do Ramones?