terça-feira, setembro 13, 2011

The Best of Me

A satisfação de descobrir debaixo dos entulhos todas aquelas coisas boas que existiam em mim é indescritível.
Depois de todo esse tempo eu finalmente me sinto leve: eu fiz SIM coisas boas na minha vida. Eu tenho SIM do que me orgulhar até hoje.
E sou SIM uma boa pessoa. Não perfeita, mas suficientemente boa pra mim. Eu aprendi a viver sozinha, a depender apenas de mim e confesso: chegar em casa, na minha casa, e estar sozinha é não só desafiador, mas prazerosamente aconchegante.

Tenho o peito aberto, escancarado, para as novas descobertas dessa minha vida que estava enterrada, e cada vez que me aprofundo nesse buraco, mais coisa boa eu acho. Tantos planos não aproveitados que podem voltar a ativa, tanto afeto, tanto amor próprio ali soterrado. Há um mundo todo meu para descobrir ali dentro.

O sofrimento todo valeu a pena. Tem valido e continuará valendo. A recompensa de anos de batalha é o alívio.

terça-feira, julho 19, 2011

Inércia

A fome que não vem.
O sono que ainda está.
A vida que não vai.
A paz que já se foi.

terça-feira, julho 12, 2011

Wishlist

- Respirar em paz, sem ter essa dor que me aperta o peito
- Andar de cabeça erguida na rua
- Não sentir vergonha de mim ou dos meus atos
- Ter uma noite de sono tranquila
- Dar fim aos pesadelos
- Não acordar chorando no meio da noite
- Liberdade
- Amor próprio
- Auto-conhecimento
- Aceitação


Ter uma wishlist de coisas não palpáveis é deprimente.

quinta-feira, julho 07, 2011

O Coração não Sente

Fato.
O que os olhos não vêem o coração não sente.
Nunca imaginei que isso fosse ser tão verdadeiro pra mim quanto nos últimos dias.
Eu sei do passado. Sei de muita coisa que aconteceu. Sei dos anos que foram passados, sei de algumas histórias, experiências; mas ver, é outra coisa.
Ter ali, quase que esfregado na cara os bons momentos de felicidade em casal é quase uma ofensa.
Compartilhar tudo isso então, para todos os amigos em comum verem, é como admitir que essa memória nunca será esquecida, que é o que se leva da vida.
Eu não participo de nada.
Não há minha cara em anda daquilo tudo. Eu sequer sou citata...eu sequer apareço.
E as memórias que ficam são aquelas do passado.
Daquele momento bom que eles viveram sem que eu existisse.
Enquanto eu fico aqui sofrendo por algo que não existe mais, e todo mundo vê o passado como sendo o que se é.
Invisível...é assim que meu coração está se sentindo.
Invisível e despedaçado...

domingo, maio 29, 2011

Soledad

A gente fala de solidão sem realmente saber o que é. O peito dói e a gente diz que é saudade, que é amor, que é fraqueza. Mas a dor da solidão é tão diferente que no momento em que se sente, a certeza é clara como água de nascente. A solidão dói nas entranhas. Nas juntas de todo o corpo, na nuca, na barriga, nas costas, cabeça e coração. Dói nas mãos, que ficam vazias, nos pés que não sabem pra onde ir, nos ombros que não têm mais o peso dos braços debruçados. Dói nos olhos, que vêem em volta uma multidão de rostos desconhecidos, que procura algum tipo de alento e que só vê o vazio. A solidão dói na consciência, de que é preciso ser uma pessoa melhor para que se tenha companhia. Para que seus amigos lembrem de você e façam questão de te ter por perto, mesmo que seja para não fazer nada. A solidão dói na alma. E essa dor não da pra explicar. Parece um buraco negro que te suga as forças, parece pesadelo sem fim. E é bem nessa hora que a dor entra no ciclo mais cruel de todos: a hora em que se precisa de um abraço sincero, de um afago, de um carinho, e não se tem ninguém. Não falo aqui de amores exclusivamente, falo de amigos, de família. É um ciclo muito, muito cruel, porque é na tristeza que se sabe realmente quando se está sozinho. É olhar para o lado e ver quantas pessoas lembraram de você hoje, quantas pessoas fizeram questão de ter sua companhia, quantas pessoas quiseram estar ao seu lado pelo simples prazer de estar. É a hora que se sabe entender a dor da solidão: é estar sozinho de verdade, na escuridão do coração.

domingo, maio 22, 2011

Pra terminar ele diz:

"Você só me decepcionou, desde o começo. Ela não, ela mereceu que eu escrevesse aquelas palavras lindas. Com ela foi tudo diferente. Você acha que você merecia? Se você tem inveja dela, o problema é seu."

Depois de fechar a porta começou a juntar os caquinhos do coração.
E está lá, juntando-os até agora.

terça-feira, maio 17, 2011

Indiferença

De tudo o que dói, a indiferença é a que dói mais.
Mais que chute na canela, cortar a mão com papel, prender o dedo na porta.
Eu esperava alguma reação, um xingamento que fosse, uma frase sofrida dizendo que estava decepcionado, que não tinha mais jeito, mas ao contrário; toda vez que vou lá encontro o vazio estático do mês retrasado.

O curioso é que há algum tempo, o que se via eram relatos que expunham minhas feridas e imperfeições, como se fosse prazeroso ver a deficiência alheia vir a público. E agora nada.

Antigamente, exitia a tentativa de retomar com outrém uma vida harmonica e cheia de paixão, e por essa razão, escrevia-se coisas lindas sobre como ela era perfeita, sobre como a vida com ela era boa e tinha tudo para dar certo. "Foi minha última tentativa", dizia.

Eu não ganhei nada disso. Ao contrário: de coisas boas só sobraram as memórias mesmo, porque relatos, pra que né? Ninguém precisa saber que eu tenho coisas boas, só as ruins merecem ser jogadas ao vento para se espalharem por aí.

E enquanto eu venho aqui melindrar e chorar a tristeza do meu peito, tenho que lidar com a indiferença, com o não fazer questão, com o passado com ela exposto da forma mais linda, e o passado comigo inundado de rancor e desprezo.

E eu não sei porque ainda me preocupo.
Deve ser a vontade de ser melhor e não conseguir.
Deve ser a frustração de querer ser o que não se pode ser.
Deve ser a inveja velada que eu tenho do amor que não pude ter.

E as lagrimas escorrem sem medo.

quinta-feira, abril 21, 2011

Quando faltam as palavras


Quando faltam as palavras, lágrimas
Quando as lágrimas não são suficientes, música
Quando a música não faz mais sentido, abraços
Quando os abraços já não cabem mais, amigos
Quando os amigos estão distantes, dor
Quando a dor torna-se palpável, mais lágrimas
Lágrimas que cantam, abraçam, confortam como amigas e pesam como a dor.

quarta-feira, abril 20, 2011

Desconectar

Todo meu romantismo banal agora ri da minha cara.
Ele sempre me disse que isso era coisa de gente que ainda não cresceu.
Café na cama, presente de aniversário, flores sem data qualquer, apenas para dizer o que se sabe sem ter que usar palavras.
Um passeio no parque ao sol, ou uma visita ao planetário, para poder ver todas as estrelas ali, bem mais perto do que no infinito do dia a dia.
Ele ri da minha cara porque essas coisas simplesmente não existem na vida de quem não sabe fazer acontecer, que no caso, sou eu mesma.
Em minha mente idealizadora e utópica, a vida era isso: ter a "sorte de um amor tranquilo", como já cantou Cazuza e que escuto agora, freneticamente, desviando da nuvem umida que cobre meus olhos.
E Cazua me enganou quando me convenceu de que era possível ser o pão e a comida de alguém.
Há de se ser também o contraponto, o equilíbrio, a porção racional que mantém os pés no chão.
E meu romantismo banal continua rindo porque eu sempre achei que a racionalidade estragava as coisas. Que a cólera, a chama e a combustão do amor, amor por ele mesmo, daquela forma mais visceral e pura, salvariam a humanidade e transformariam todo lodo em flores.
Essa banalidade infantil que não se desfragmentou com o tempo só me faz ver que eu sempre estive errada. Há cura para a cólera, a combustão pode ser apagada e o amor visceral pode ser suprimido pelo cálculo da conta de luz.
Veja, essa desconexão de idéias pode não fazer mais sentido no momento em que eu concluir esse texto. Mas quero poder ser colérica ao menos nas palavras, que é o que me resta no momento.
Não desenvolvi ainda a habilidade da mudança estratégica e minha bola de neve aumenta de diâmetro a cada minuto que perco concatenando essas idéias.
É preciso ser suficientemente adulta para viver nessa vida.
Eu ainda não saí dos 10 anos.
Prevejo um longo período de confusão mental nos meus próximos 27 anos.

segunda-feira, abril 04, 2011

Cada ponto desses é uma lágrima que derramei.
Cada lágrima que derramei é um pedaço do meu coração que se desfez.
Acordei feliz e dormi despedaçada, desesperada.
Não sei o que vai ser agora.
Onde está o chão debaixo dos meus pés?
Onde estão as ruas dessa cidade?
Onde está minha sanidade?
Tá tudo aí, dentro do teu peito, na tua boca, nos teus olhos, no teu calor.
Sou uma mendiga sem rumo agora.

segunda-feira, março 28, 2011

27

E hoje, ao começar o meu 'desaniversário' eu só queria poder abraçar todos os que eu amo.
Seria o melhor presente de todo o mundo.
Miss you everybody!
I'll be there soon!
;)

sábado, março 05, 2011

Afasia

Pisca os olhos devagar.
As lagrimas escorrem pelo rosto pálido, criando caminhos invisíveis de dor e de lamento.
No peito, o grito sufocado arde.
Na mente, a razão tão clara, tão óbvia, não consegue se explicar.
Sente vontade de correr numa longa e infinita estrada. Até os pés sangrarem. Até a dor tingir de rubro todo o caminho turvo pelo qual esteve.
Sente os lábios costurados. A garganta cortada. As mãos atadas.
Move-se com dificuldade em meio ao lamaçal todo em que está enfiada sua vida.
E cada vez que se move, afunda um pouco mais.
E cada vez que tenta se pronunciar sente dezenas de mãos apertando-lhe o pescoço, na tentativa de impedi-la.
Sente-se cortada ao meio, pelo amor e o desespero.
Confunde-se com o passado. Vê-se girando numa espiral sem fim, como um furacão que leva seu corpo e estraçalha todos os seus ossos.
Enfia-se no fundo de uma caixa para sentir-se protegida. Para sentir-se segura.
Controla o medo do escuro, respira fundo e ali permanece.
Não sabe se é melhor enfrentar sozinha seus medos ou se perder.

quinta-feira, março 03, 2011

"Não é o que eu quero pra mim"

Palavra dita não volta.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Nesse exato momento há alguém em algum lugar rindo das voltas que minha mente dá.
Nesse meu mundo paralelo é como se eu fosse acordar em um pesadelo sem fim, onde todos os fantasmas se uniriam para ver o fim da minha pseudo felicidade.

E eu já sei até os planos que eles têm.

Insanidade rolando solta por aqui.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Ceifador

É tanta dor guardada no peito que a vontade que tenho é de plantar meu coração feito semente, pra ver nascer uma árvore de lágrimas.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Descontrole

É difícil manter a garrafa fechada por muito tempo se você fica chacoalhando aquele líquido fermentado ali dentro. Uma hora estoura.
É difícil abrir a tampa sem que haja uma explosão.

E quando eu vejo essas coisas do passado, esses fantasmas, essa felicidade alheia presa em uma imagem, eternizada, eu me sinto uma garrafa chacoalhando.
Todo aquele sentimento de impotência, aquela raiva descabida, aquela inveja desmedida, aquele ciume infundado. Tudo aquilo chacoalhando, aquecendo, transbordando.

Todo o meu descontrole controlado agora por uma frase: não faz sentido.

003 ~ 365

Tô super atrasada na atualização do blog, mas a atualização do Flickr está em dia.
Aos poucos vou colocando tudo em ordem.

Dia 003
Projeto 365

14/01/2011




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Up side down!
Esse negócio de fazer faxina deixa tudo assim, de pernas pro ar.
Enquanto tudo não estiver bem limpinho, não dá pra colocar as coisas no lugar né?

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Nocaute

Ser forte o tempo todo cansa.
Fingir que é forte e que pode resolver tudo, também cansa.
E tentar ser feliz sendo o que não se é, cansa ainda mais.
Todo mundo precisa mudar. Fato.
Todo mundo tem que se adaptar às regras do jogo.
Mas têm horas que simplesmente não dá.
Você vai mudando, se adaptando, se moldando, e sua corda vai raspando, raspando, raspando e desgasta. Desgasta e rompe.
Não adianta tapar o sol com a peneira.
Não adianta tentar remendar.
Não adianta tentar resolver o que não tem solução.
A corda arrebenta quando se desgasta demais. Esse é o fato. E estoura sempre pro lado mais fraco.
E eu sou o lado mais fraco desse jogo.
E não adianta continuar jogando acreditando cegamente que vai levar até o final e ganhar, quando tudo mostra que o que te espera é uma derrota catastrófica. Que não tem mais como competir. Que não dá mais tempo.

É preciso assumir que há defeitos que não te permitem ter capacidade para atingir aquele objetivo tão almejado.
E ter defeitos não é nenhum demérito inaceitável.
Todo mundo tem defeito.
Todo mundo erra.
A diferença é que uns têm capacidade de corrigir e outros não.

Não se pode querer enxergar de longe tendo 15 graus de miopia. Dá pra usar óculos, lentes de contato, fazer cirurgia. Mas enxergar de longe com a perfeição de quem tem 100% da visão é impossível.
E essa fase da aceitação é a pior de todas.

É difícil aceitar um defeito que não tem correção.
Mas enquanto isso não acontecer, a frustração será sempre uma sombra e a solução nunca virá.
É preciso reconhecer que há defeitos, que eles não tem solução, e que o que não tem solução, solucionado está.

Tem horas que é preciso parar de insistir. De dar murro em ponta de faca.
Tem horas que é preciso jogar a toalha.

Desistir também faz parte.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

The Day After

Existe em mim uma confusão que me atormenta e faz minha cabeça girar mais rápido do que meus olhos conseguem acompanhar.
É como estar numa ressaca eterna.
As coisas não param em seus devidos lugares.
Tudo é disforme, turvo e fora do alcance das mãos.

E quando eu penso que numa dessas, as coisas podem voltar ao normal, ou quem sabe se estabilizar, eu vou lá e tomo outra dose da minha cachaça de insanidade e vomito tudo outra vez.
Depois peço desculpas e saio limpando, desesperada, toda a sujeira que acabei de fazer.

O curioso é que começo tão confiante de que dessa vez não vai dar errado, de que dessa vez eu estou sendo coerente.
Eu até me controlo, falo baixo, respiro e fico um tempo considerável sem derramar uma lágrima sequer.

Mas daí, num piscar de olhos, já está tudo errado outra vez.
Eu já sou burra, eu já falo merda, já sou estúpida, incoerente, incapaz.

Eu queria conseguir entender o que acontece nesse segundo entre fechar e abrir os olhos.
Como tudo pode mudar tão rápido sem que eu perceba?
Onde, céus, onde está o erro?

Qual é a maldita palavra de ordem dessa desordem?

002 ~ 365

Dia 002
Projeto 365
13/01/2011



Hoje foi o dia da faxina.
Não só em casa, mas em mim mesma.
Dia de limpar os pensamentos e as idéias.
De varrer pra fora de mim uma parte da sujeira que ficou acumulada debaixo do tapete.
Quando um lugar fica muito tempo fechado, é notável que o período de limpeza e organização dure mais do que o normal.
E eu não estou esperando que isso vá acabar amanhã.
Ao contrário.
Creio que será um período longo.
Porque sujeira sempre volta, e se descuidar, acumula.
E sei que vou limpar, e limpar, e limpar de novo, e de novo, até as coisas ficarem mais claras, transparentes.
O fato é que não posso mais abandonar meus pensamentos, não posso mais deixá-los de lado, criando pó, acumulando sujeira.
É hora de reaproveitá-los, de reciclar as idéias, de dar utilidade ao que ficou parado e de descartar o que já não serve mais.

E mais pra frente eu vejo como farei pra manter esse ambiente - que hoje ainda está sujo, mal cuidado, sem vida - limpo, arejado, alegre e cheio cor.

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Ainda não consegui encontrar uma boa maneira de falar sobre o procvesso criativo das imagens.
Pensei em vários modelos, mas não encontrei nenhum interessante o suficiente.
De qualquer maneira, o que valeu pra mim, nesse dia, foi o fato de fazer as coisas com calma; de pensar, de raciocinar, de limpar as idéias. De jogar coisas fora - ou de tentar pelo menos.
Já criei uma pilha de coisas para jogar fora.
Agora falta criar coragem para me desfazer delas.
Não será fácil me desligar daquelas idéias e pensamento que me acompanharam e que, de certa forma, ajudaram a me trazer até aqui, aos trancos e barrancos, e fizeram parte da minha personalidade.

O fato é que essas idéias já cumpriram sua função, e está na hora de dizer adeus.
Agora é encher os pulmões de ar, e ir.