É como um labirinto.
Eu ando sem parar, procurando a saída.
Tua voz me chama em todas as direções, mas eu nunca te encontro.
Queria te alcançar, entrar em teu coração, ser tua saída.
Mas cada vez que eu penso ter finalmente tocado em ti, tua imagem desaparece diante dos meus olhos e eu me vejo novamente sozinha, te buscando.
É como um oásis no deserto.
Na verdade, nunca está lá.
É o reflexo da vontade de que estivesse.
E na verdade, eu nunca te tive.
Foi apenas o reflexo da vontade que eu tenho de que você fosse meu.
terça-feira, março 31, 2009
quarta-feira, março 18, 2009
6 coisas, 6 links
Vou fazer só porque a Glamurosa me chamou!
1 - Eu tomo remédios tarja preta - mas isso não significa que eu seja mais anormal do que você! ;)
2- Amo intensamente, e isso me destrói com a mesma intensidade - quando dizem que amar demais é uma merda, meu bem, acredite!
3 - Trabalho muito, ganho muito pouco, mas sou extremamente feliz com isso - eu adoro meu trabalho, e por mais que a remuneração não seja lááááá essas coisas, eu sou feliz com o que eu faço! e não quero parar nunca!
4 - sinto falta dos meus amigos, mas eu sei que a culpa é minha - ando com tantos problemas que acabei me isolando de tudo e de todos. agora, estou voltando a viver e recuperar as coisas que deixei de lado nesses últimos tempos. e tudo há de passar e todos viveremos felizes para sempre.
5 - eu luto pelo que quero até o fim - enquanto eu não sentir que eu não devo, eu não paro. eu luto mesmo. eu vou atrás mesmo. eu corro atrás. me despedaço. mas a culpa de não ter tentado eu desconheço, porque eu tento até onde meu limite e meu amor próprio me permitem.
6 - tenho estado mais racional - por incrivel que pareça, eu, de certa forma, tenho consiguido ser mais racional ultimamente. o que pra mim é uma vitória. sempre coloquei meu coração na frente da minha razão. hoje vi que não tem valido a pena. tenho sofrido muito, me destruído muito, me desvalorizado muito. agora, a razão tomou finalmente o lugar que lhe era direito, e as coisas hão de melhorar. se não melhorarem, eu mudo de remédio! HAHAHAH
ps: não vou indicar ngm, não pq eu seja chata ou coisa assim, mas pelo simples fato de não conhecer nenhum blogueiro que eu tenha interesse em saber mais sobre! ;*
1 - Eu tomo remédios tarja preta - mas isso não significa que eu seja mais anormal do que você! ;)
2- Amo intensamente, e isso me destrói com a mesma intensidade - quando dizem que amar demais é uma merda, meu bem, acredite!
3 - Trabalho muito, ganho muito pouco, mas sou extremamente feliz com isso - eu adoro meu trabalho, e por mais que a remuneração não seja lááááá essas coisas, eu sou feliz com o que eu faço! e não quero parar nunca!
4 - sinto falta dos meus amigos, mas eu sei que a culpa é minha - ando com tantos problemas que acabei me isolando de tudo e de todos. agora, estou voltando a viver e recuperar as coisas que deixei de lado nesses últimos tempos. e tudo há de passar e todos viveremos felizes para sempre.
5 - eu luto pelo que quero até o fim - enquanto eu não sentir que eu não devo, eu não paro. eu luto mesmo. eu vou atrás mesmo. eu corro atrás. me despedaço. mas a culpa de não ter tentado eu desconheço, porque eu tento até onde meu limite e meu amor próprio me permitem.
6 - tenho estado mais racional - por incrivel que pareça, eu, de certa forma, tenho consiguido ser mais racional ultimamente. o que pra mim é uma vitória. sempre coloquei meu coração na frente da minha razão. hoje vi que não tem valido a pena. tenho sofrido muito, me destruído muito, me desvalorizado muito. agora, a razão tomou finalmente o lugar que lhe era direito, e as coisas hão de melhorar. se não melhorarem, eu mudo de remédio! HAHAHAH
ps: não vou indicar ngm, não pq eu seja chata ou coisa assim, mas pelo simples fato de não conhecer nenhum blogueiro que eu tenha interesse em saber mais sobre! ;*
quinta-feira, março 05, 2009
quinta-feira, janeiro 01, 2009
GIMME SOME LOVIN'
Era como se todo o ar que existia naquela sala tivesse sumido.
As pessoas saudavam e brindavam o ano que chegava, felizes e esperançosas, enquanto ela chorava baixinho num canto mais escuro.
Ninguém se deu conta de seu choro ou cumprimentou-a nos primeiros 20 minutos do ano.
Sentia-se invisível, solitária, vazia.
Com toda a fé, desejava naquele momento estar longe de tudo aquilo, isolada, no alto de uma montanha, sentindo o vento no rosto, sem nenhum ruido, apenas contemplando as luzes que explodiam no céu.
E enquanto todos faziam suas promessas, ela desejava apenas continuar viva.
Prometeu a si mesma ser uma pessoa diferente, deixar de colocar sua felicidade sob a responsabilidade de outra pessoa.
E pediu também, concentrando-se como nunca outrora havia feito, mais amor.
Mais amor verdadeiro, mais amor altruísta, mais amor que respeita, que reconhece o valor do próximo.
Por fim, deitou-se na cama e adormeceu esperando que esse amor venha ao seu encontro. Seja nesse ano, no próximo, no próximo, no próximo...
As pessoas saudavam e brindavam o ano que chegava, felizes e esperançosas, enquanto ela chorava baixinho num canto mais escuro.
Ninguém se deu conta de seu choro ou cumprimentou-a nos primeiros 20 minutos do ano.
Sentia-se invisível, solitária, vazia.
Com toda a fé, desejava naquele momento estar longe de tudo aquilo, isolada, no alto de uma montanha, sentindo o vento no rosto, sem nenhum ruido, apenas contemplando as luzes que explodiam no céu.
E enquanto todos faziam suas promessas, ela desejava apenas continuar viva.
Prometeu a si mesma ser uma pessoa diferente, deixar de colocar sua felicidade sob a responsabilidade de outra pessoa.
E pediu também, concentrando-se como nunca outrora havia feito, mais amor.
Mais amor verdadeiro, mais amor altruísta, mais amor que respeita, que reconhece o valor do próximo.
Por fim, deitou-se na cama e adormeceu esperando que esse amor venha ao seu encontro. Seja nesse ano, no próximo, no próximo, no próximo...
terça-feira, dezembro 16, 2008
APITA O ÁRBITRO
46 do segundo tempo e lá vem uma substituição.
Sim, eu sei, ninguém é insubstituível.
Mas é estranho substituir uma história por outra.
É estranho ver que os passos outrora percorridos, da mesma maneira são ocupados por outros pés ao lado dos daqueles que há muito me acompanharam.
Eu não sei explicar. É banal dar abertura para esse tipo de sentimento, afinal, o tempo passa, para todos nós.
Mas ser substituída dói.
Encostada, adormecida, ainda vai.
Mas substituída?
Com coisas importantes jogadas ao léu, esquecidas, encaixotadas, deletadas.
Não sei se é porque eu tenho alguns conceitos diferentes sobre histórias já vividas, lembranças e tudo mais.
Não sei substituir as coisas. Cada uma tem o seu valor e importância. Sua particularidade.
É estranho. Mas quem é normal, né?
Não seria normal se todos pensassem e agissem feito eu.
Mas ainda sim, não entendo o porque de tudo isso.
Não entendo o porque dessa questão toda em me dissipar.
Quem sabe eu tenha sido má, né?
Quem sabe eu tenha sido muito má.
Mas eu ainda não entendo.
Sim, eu sei, ninguém é insubstituível.
Mas é estranho substituir uma história por outra.
É estranho ver que os passos outrora percorridos, da mesma maneira são ocupados por outros pés ao lado dos daqueles que há muito me acompanharam.
Eu não sei explicar. É banal dar abertura para esse tipo de sentimento, afinal, o tempo passa, para todos nós.
Mas ser substituída dói.
Encostada, adormecida, ainda vai.
Mas substituída?
Com coisas importantes jogadas ao léu, esquecidas, encaixotadas, deletadas.
Não sei se é porque eu tenho alguns conceitos diferentes sobre histórias já vividas, lembranças e tudo mais.
Não sei substituir as coisas. Cada uma tem o seu valor e importância. Sua particularidade.
É estranho. Mas quem é normal, né?
Não seria normal se todos pensassem e agissem feito eu.
Mas ainda sim, não entendo o porque de tudo isso.
Não entendo o porque dessa questão toda em me dissipar.
Quem sabe eu tenha sido má, né?
Quem sabe eu tenha sido muito má.
Mas eu ainda não entendo.
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Ao ninar-me em teus braços e afagar-me os cabelos
Ao olhar-me nos olhos e respirar em sossego
Ao fazer de mim parte sua, ao fazer de ti parte minha
Ao preocupar-se, ao procurar-me
A tudo isso faz-me sentir viva, respirante.
É como estar de volta à superficie, aliviada.
Respiramos o mesmo ar novamente.
Dividimo-nos, juntamo-nos.
Vivemos.
Ao olhar-me nos olhos e respirar em sossego
Ao fazer de mim parte sua, ao fazer de ti parte minha
Ao preocupar-se, ao procurar-me
A tudo isso faz-me sentir viva, respirante.
É como estar de volta à superficie, aliviada.
Respiramos o mesmo ar novamente.
Dividimo-nos, juntamo-nos.
Vivemos.
sexta-feira, novembro 28, 2008
TIC-TAC
Certa vez me disseram que o tempo, a seu tempo, resolveria tudo.
Era apenas uma questão de tempo e paciência.
O tempo passou, vem passando, vai passar, e eu ainda espero.
Há tempos espero o tempo ter tempo pra resolver.
Mas ele não resolve.
O fato é que o tempo não tem tempo pra ter tempo.
Mas eu espero.
Era apenas uma questão de tempo e paciência.
O tempo passou, vem passando, vai passar, e eu ainda espero.
Há tempos espero o tempo ter tempo pra resolver.
Mas ele não resolve.
O fato é que o tempo não tem tempo pra ter tempo.
Mas eu espero.
terça-feira, novembro 18, 2008
AVALANCHE 2
Depois de cinco meses já não nos misturamos mais como antes.
As culpas são outras. Ainda existem, mas são outras.
Os encontros são quase diários.
Os cigarros são imutáveis.
Mas o palpitar no peito ainda permanece.
E agora há a saudade. Essa sim é uma constante.
E além dela, há também sentimento.
Bem mais forte, bem mais concreto.
E há a vontade e a esperança.
Ah...a vontade!
Há esperança!
As culpas são outras. Ainda existem, mas são outras.
Os encontros são quase diários.
Os cigarros são imutáveis.
Mas o palpitar no peito ainda permanece.
E agora há a saudade. Essa sim é uma constante.
E além dela, há também sentimento.
Bem mais forte, bem mais concreto.
E há a vontade e a esperança.
Ah...a vontade!
Há esperança!
quinta-feira, novembro 13, 2008
Considerações
Ando meio atordoada.
São milhares de informações não processadas por segundo.
Eu tento, sabe? Eu tento abstrair, mas não dá.
Quanto mais eu penso, mais me embolo, mais difícil fica de arrumar uma saída.
É o que acontece quando se vive 100% das horas dos teus últimos meses obcecada por encontrar uma saída. O fato é que não há saída. Estou de mãos atadas. Dependendo de outras definições.
Faço o que posso. Faço mais do que posso. E nada se mostrou nem sequer um quinze avos útil ou eficaz.
Tenho nos poros, na transpiração, no hálito, nas unhas quebradas, a vontade de não mais medir palavras.
O desejo incontido, ou extravasado de poder andar nas ruas sem ser perseguida ou apontada.
Quero a liberdade de capturar minhas imagens, tuas imagens.
Mas por hora, mantenho-me no plano da imaginação. No mais belo "imaginando o que vai acontecer quando..."
E ainda guardo a esperança, enleada em panos alvos e longe de qualquer sujeira.
Porque se maculares minha esperança, aí sim é que nem imagens, nem sonhos, nem transipiração acontecerão. Mesmo.
São milhares de informações não processadas por segundo.
Eu tento, sabe? Eu tento abstrair, mas não dá.
Quanto mais eu penso, mais me embolo, mais difícil fica de arrumar uma saída.
É o que acontece quando se vive 100% das horas dos teus últimos meses obcecada por encontrar uma saída. O fato é que não há saída. Estou de mãos atadas. Dependendo de outras definições.
Faço o que posso. Faço mais do que posso. E nada se mostrou nem sequer um quinze avos útil ou eficaz.
Tenho nos poros, na transpiração, no hálito, nas unhas quebradas, a vontade de não mais medir palavras.
O desejo incontido, ou extravasado de poder andar nas ruas sem ser perseguida ou apontada.
Quero a liberdade de capturar minhas imagens, tuas imagens.
Mas por hora, mantenho-me no plano da imaginação. No mais belo "imaginando o que vai acontecer quando..."
E ainda guardo a esperança, enleada em panos alvos e longe de qualquer sujeira.
Porque se maculares minha esperança, aí sim é que nem imagens, nem sonhos, nem transipiração acontecerão. Mesmo.
terça-feira, setembro 23, 2008
O FIM
Continuo sem saber o que dizer.
Me faltam as palavras certas.
Tento colocar pra fora tudo isso, na ânsia de me acalmar, mas não dá.
Fica tudo aqui dentro.
Acho que não quero que ninguém saiba a dor que sinto.
A vontade que tenho de que tudo fosse diferente.
De que meus pensamentos fossem outros.
Mas não consigo controlá-los.
Pode parecer loucura. Pode parecer desculpa.
Eu simplesmente não consigo.
E vou ficando mais longe, e mais sozinha a cada minuto.
Eu só quero que tu fiques bem. comigo não me importo muito.
Quero teu sorriso no rosto todos os dias, quero tuas brincadeiras de volta.
Quero teu sucesso, tua felicidade.
Tens a vida toda pra perseguir tuas idéias. Não as deixe pra trás.
E, por mais doloroso que seja, tente entender que nada disso foi em vão.
Eu também estou perseguindo as minhas idéias.
Só que elas estão longe, lá longe de nós dois.
;~
Me faltam as palavras certas.
Tento colocar pra fora tudo isso, na ânsia de me acalmar, mas não dá.
Fica tudo aqui dentro.
Acho que não quero que ninguém saiba a dor que sinto.
A vontade que tenho de que tudo fosse diferente.
De que meus pensamentos fossem outros.
Mas não consigo controlá-los.
Pode parecer loucura. Pode parecer desculpa.
Eu simplesmente não consigo.
E vou ficando mais longe, e mais sozinha a cada minuto.
Eu só quero que tu fiques bem. comigo não me importo muito.
Quero teu sorriso no rosto todos os dias, quero tuas brincadeiras de volta.
Quero teu sucesso, tua felicidade.
Tens a vida toda pra perseguir tuas idéias. Não as deixe pra trás.
E, por mais doloroso que seja, tente entender que nada disso foi em vão.
Eu também estou perseguindo as minhas idéias.
Só que elas estão longe, lá longe de nós dois.
;~
sexta-feira, julho 04, 2008
AVALANCHE
Foi fulminante.
Alguns dias, alguns cigarros e logo após nos misturávamos, meio desajeitados.
Nos culpávamos no dia seguinte.
Nos encontrávamos em todos os outros dias.
Guardo o mesmo palpitar no peito, como que pra relembrar, diariamente, a sensação da primeira vez de ter tua boca na minha.
E sigo, como numa avalanche, me embolando nos teus braços, querendo morrer nos teus abraços, sem pensar se vai ou não ter fim.
Alguns dias, alguns cigarros e logo após nos misturávamos, meio desajeitados.
Nos culpávamos no dia seguinte.
Nos encontrávamos em todos os outros dias.
Guardo o mesmo palpitar no peito, como que pra relembrar, diariamente, a sensação da primeira vez de ter tua boca na minha.
E sigo, como numa avalanche, me embolando nos teus braços, querendo morrer nos teus abraços, sem pensar se vai ou não ter fim.
MONÓLOGO
- Tu te cobras demais!
- Eu sei, mas é meio inevitável.
- Deverias descansar essa tua cabeça. É pressão demais que fazes aí dentro. Depois cai de cama e não sabes o porquê.
- Vou entrar em férias em uma semana e meia.
- E até lá ficarás assim? Se culpando?
- Eu não me culpo, mas penso que, em algum momento, deixei faltar alguma coisa. Na verdade, estou tranqüila. Sei que fiz minha parte. Não deixei faltar nada. Mas depois de hoje, tive essa impressão.
- Já pensaste na possibilidade de ser apenas uma questão de convivência?
- Sim, já. É o que eu prefiro pensar, na verdade. Senão eu mesma confirmaria que algo ficou faltando.
- Eu, modéstia parte, acho que você não deixou nada a desejar. E digo mais. Pra uma primeira vez, tu te saíste melhor do que imaginava.
- Será? Será mesmo?
- É claro! Senão não terias recebido todos aqueles louros, convenhamos.
- É, tá. Pra uma primeira vez.
- E outra: não queria agradar todo mundo. Desagradarás muito mais do que o contrário. Tua mãe nunca te disse?
- Disse. Mas disse pra eu tentar ser a melhor, sempre.
- E você é. Você é, menina.
- Sem essa. Tá, eu posso até ser, mas não queria me sentir assim, de lado, sei lá.
- Já te disse. Convivência.
- Vou apagar a luz.
- Amanhã nos vemos quando fores pentear os cabelos.
- Eu sei, mas é meio inevitável.
- Deverias descansar essa tua cabeça. É pressão demais que fazes aí dentro. Depois cai de cama e não sabes o porquê.
- Vou entrar em férias em uma semana e meia.
- E até lá ficarás assim? Se culpando?
- Eu não me culpo, mas penso que, em algum momento, deixei faltar alguma coisa. Na verdade, estou tranqüila. Sei que fiz minha parte. Não deixei faltar nada. Mas depois de hoje, tive essa impressão.
- Já pensaste na possibilidade de ser apenas uma questão de convivência?
- Sim, já. É o que eu prefiro pensar, na verdade. Senão eu mesma confirmaria que algo ficou faltando.
- Eu, modéstia parte, acho que você não deixou nada a desejar. E digo mais. Pra uma primeira vez, tu te saíste melhor do que imaginava.
- Será? Será mesmo?
- É claro! Senão não terias recebido todos aqueles louros, convenhamos.
- É, tá. Pra uma primeira vez.
- E outra: não queria agradar todo mundo. Desagradarás muito mais do que o contrário. Tua mãe nunca te disse?
- Disse. Mas disse pra eu tentar ser a melhor, sempre.
- E você é. Você é, menina.
- Sem essa. Tá, eu posso até ser, mas não queria me sentir assim, de lado, sei lá.
- Já te disse. Convivência.
- Vou apagar a luz.
- Amanhã nos vemos quando fores pentear os cabelos.
segunda-feira, junho 23, 2008
AQUELE DIA
Se te fiz sentir ciúme, perdoa-me.
Não quero dar-te motivos.
Se te fiz desviar-te de mim, desculpa-me.
Não quero teus olhos longe dos meus.
O que aconteceu não me foi importante.
O que me importa são teus abraços, e o carinho que tens pra me dar.
E acredite, as lágrimas que derramei ao falar-te, não foram nada perto das que tu fizeste rolar com aquele teu "eu te amo".
Foram as lágrimas mais lindas que já molharam meu rosto.
Foi a declaração mais sincera que já chegou ao meu coração.
Te agradeço por mostrar-me, desse teu jeito, minha importância na tua história.
Obrigada por marcar a minha história desse jeito.
Eu te amo, meu menino!
Não quero dar-te motivos.
Se te fiz desviar-te de mim, desculpa-me.
Não quero teus olhos longe dos meus.
O que aconteceu não me foi importante.
O que me importa são teus abraços, e o carinho que tens pra me dar.
E acredite, as lágrimas que derramei ao falar-te, não foram nada perto das que tu fizeste rolar com aquele teu "eu te amo".
Foram as lágrimas mais lindas que já molharam meu rosto.
Foi a declaração mais sincera que já chegou ao meu coração.
Te agradeço por mostrar-me, desse teu jeito, minha importância na tua história.
Obrigada por marcar a minha história desse jeito.
Eu te amo, meu menino!
sexta-feira, junho 20, 2008
OUTRA VEZ
Vou repetir o texto, pra que fique bem claro, e pra que não haja nenhum mal-entendido, mesmo depois das explicações:
Eu te amo calada.
Não me perguntes o porque.
Os que me conhecem diriam que endoideci, que não estou em mim.
E de fato não estou.
Estou em nós.
Nos nossos beijos demorados, e no toque da tua mão na minha pele.
Nas fotografias, nas dúvidas e respostas.
Estou nesse bem-querer que me toma o peito cada vez que te escuto falar.
Mas eu me calo.
Não consigo te olhar nos olhos e dizer de verdade o que tu me provocas.
Esse furor de sentimentos indefinidos que brotam seguros em desenvolver-se.
O fato, garoto, é que eu te amo.
Não só pelo que você é, mas pelo que estas me ensinando a ser.
Eu te amo calada.
Não me perguntes o porque.
Os que me conhecem diriam que endoideci, que não estou em mim.
E de fato não estou.
Estou em nós.
Nos nossos beijos demorados, e no toque da tua mão na minha pele.
Nas fotografias, nas dúvidas e respostas.
Estou nesse bem-querer que me toma o peito cada vez que te escuto falar.
Mas eu me calo.
Não consigo te olhar nos olhos e dizer de verdade o que tu me provocas.
Esse furor de sentimentos indefinidos que brotam seguros em desenvolver-se.
O fato, garoto, é que eu te amo.
Não só pelo que você é, mas pelo que estas me ensinando a ser.
terça-feira, junho 17, 2008
ONTEM
Eu ontem me lembrei de você.
Mas não se engane: nada de muito novo, sentimentalmente falando.
O mesmo desprezo, o mesmo revirar no estômago ao lembrar-me do teu cheiro.
A mesma sensação de vazio ao olhar a cama.
O mesmo alívio ao pensar que nunca mais pisarás teu pés nos meus tapetes.
Lembrar-me de ti fez-me respirar prazerosamente feliz.
Fez-me amar-me um pouco mais, e preocupar-me um pouco menos.
Lembrar-me de ti me fez ter certeza de que o pior já passou.
Foi embora pra capital junto contigo e com aquele avião.
E que agora, tudo é calmaria, e que a minha vida é bem melhor assim.
Contigo longe, bem longe de mim.
Mas não se engane: nada de muito novo, sentimentalmente falando.
O mesmo desprezo, o mesmo revirar no estômago ao lembrar-me do teu cheiro.
A mesma sensação de vazio ao olhar a cama.
O mesmo alívio ao pensar que nunca mais pisarás teu pés nos meus tapetes.
Lembrar-me de ti fez-me respirar prazerosamente feliz.
Fez-me amar-me um pouco mais, e preocupar-me um pouco menos.
Lembrar-me de ti me fez ter certeza de que o pior já passou.
Foi embora pra capital junto contigo e com aquele avião.
E que agora, tudo é calmaria, e que a minha vida é bem melhor assim.
Contigo longe, bem longe de mim.
terça-feira, junho 03, 2008
domingo, junho 01, 2008
O MENINO QUE NÃO SABIA AMAR
Postava-se à janela todos os dias ao cair da noite. Os olhos fixos no horizonte.
O céu cor de fogo apagava-se lentamente no mar.
As luzes acendiam-se por toda a rua, e sobre sua cabeça acendiam-se também centenas, milhares de pontos que piscavam lá no alto, grudadas no imenso fundo breu infinito.
As ondas deslisavam baixinhas, salgando os pés dos que amavam.
Mãos entrelaçadas desfilavam, acompanhadas de sorrisos e declarações apaixonadas.
Não entendia como aquilo funcioava. Nunca conhecera alguém capaz de despertar-lhe o desejo de molhar os pés no mar, a não ser o próprio mar.
Foi nesse dia que seus olhos encontraram os dela. Escuros como o céu daquela noite.
Fitaram-se por longos minutos.
Ela cantava. Era como se só aquela voz fosse ouvida, transformando qualquer barulho em burburinho.
Pensou duas vezes antes de correr para encontrá-la. E foi.
Descalço, atravessou a rua sem desviar os olhos dela; sem deixar de seduzur-se pelo encanto daquela voz.
Quando se aproximou ela sorriu e caminhou em direção ao mar. Seguiu-a com os olhos e depois com os pés, que agora tocavam a areia.
Ensaiava algumas palavras, mas a música que saia daqueles lábios era melhor do que qualquer conversa.
E, de repente, sentiu a imensidão do sal tocar-lhe suavimente os pés. O coração disparou. Entendeu agora porque os amantes salgavam-se ao luar.
Quando deu por si, o mar cobria-lhe ate a cintura.
Chorava de felicidade. E continuava seguindo a voz daquela dos olhos cor da noite.
Sentia agora o sal na língua. Os pés não alcançavam mais o fundo. A voz começou a sumir lentamente.
Olhou para as estrelas que continuavam piscando sobre sua cabeça e deixou-se levar.
Afogou-se na imensidão e a única imagem que tinha em sua mente era a visão inebriante daqueles olhos.
A canção misturava-se ao chacoalhar das ondas sobre sua cabeça até que tudo escureceu.
E foi nesse dia que o menino que não sabia amar conheceu Iara.
(Usofruto poético e adaptação da lenda indígena A Iara.)
(Ao som de: O pescador e a Sereia - Felixbravo)
O céu cor de fogo apagava-se lentamente no mar.
As luzes acendiam-se por toda a rua, e sobre sua cabeça acendiam-se também centenas, milhares de pontos que piscavam lá no alto, grudadas no imenso fundo breu infinito.
As ondas deslisavam baixinhas, salgando os pés dos que amavam.
Mãos entrelaçadas desfilavam, acompanhadas de sorrisos e declarações apaixonadas.
Não entendia como aquilo funcioava. Nunca conhecera alguém capaz de despertar-lhe o desejo de molhar os pés no mar, a não ser o próprio mar.
Foi nesse dia que seus olhos encontraram os dela. Escuros como o céu daquela noite.
Fitaram-se por longos minutos.
Ela cantava. Era como se só aquela voz fosse ouvida, transformando qualquer barulho em burburinho.
Pensou duas vezes antes de correr para encontrá-la. E foi.
Descalço, atravessou a rua sem desviar os olhos dela; sem deixar de seduzur-se pelo encanto daquela voz.
Quando se aproximou ela sorriu e caminhou em direção ao mar. Seguiu-a com os olhos e depois com os pés, que agora tocavam a areia.
Ensaiava algumas palavras, mas a música que saia daqueles lábios era melhor do que qualquer conversa.
E, de repente, sentiu a imensidão do sal tocar-lhe suavimente os pés. O coração disparou. Entendeu agora porque os amantes salgavam-se ao luar.
Quando deu por si, o mar cobria-lhe ate a cintura.
Chorava de felicidade. E continuava seguindo a voz daquela dos olhos cor da noite.
Sentia agora o sal na língua. Os pés não alcançavam mais o fundo. A voz começou a sumir lentamente.
Olhou para as estrelas que continuavam piscando sobre sua cabeça e deixou-se levar.
Afogou-se na imensidão e a única imagem que tinha em sua mente era a visão inebriante daqueles olhos.
A canção misturava-se ao chacoalhar das ondas sobre sua cabeça até que tudo escureceu.
E foi nesse dia que o menino que não sabia amar conheceu Iara.
(Usofruto poético e adaptação da lenda indígena A Iara.)
(Ao som de: O pescador e a Sereia - Felixbravo)
sábado, maio 31, 2008
NO JANTAR
As palavras entaladas na garganta me dão nauseas.
Acho que se encostares em mim agora, vomito todas elas em ti.
Logo, não me toques.
Nem agora, nem tão cedo.
Não quero sujar-te com meus devaneios.
Também não quero que os conheça.
Este escarro de transtornos me pertence.
Me permitirei continuar assim pelas próximas horas.
Até empapá-las de saliva, e empurrá-las goela abaixo.
Depois de digeri-las, aí sim, quem sabe, te arroto o que sobrou.
Aí tu ficas livre para interpretá-las, à francesa, se quiseres.
Acho que se encostares em mim agora, vomito todas elas em ti.
Logo, não me toques.
Nem agora, nem tão cedo.
Não quero sujar-te com meus devaneios.
Também não quero que os conheça.
Este escarro de transtornos me pertence.
Me permitirei continuar assim pelas próximas horas.
Até empapá-las de saliva, e empurrá-las goela abaixo.
Depois de digeri-las, aí sim, quem sabe, te arroto o que sobrou.
Aí tu ficas livre para interpretá-las, à francesa, se quiseres.
sexta-feira, maio 30, 2008
ABSTRACT MIND
Evito fechar os olhos.
Tenho medo, falta de vontade.
Não quero pensar, nem ter que lutar contra os pensamentos.
Nem quero fazer planos.
E também não sei o que quero.
Se eu quero.
Quem eu quero eu sei.
E só.Será que só?
Não quero saber.
Tenho medo, falta de vontade.
Não quero pensar, nem ter que lutar contra os pensamentos.
Nem quero fazer planos.
E também não sei o que quero.
Se eu quero.
Quem eu quero eu sei.
E só.Será que só?
Não quero saber.
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