Foi fulminante.
Alguns dias, alguns cigarros e logo após nos misturávamos, meio desajeitados.
Nos culpávamos no dia seguinte.
Nos encontrávamos em todos os outros dias.
Guardo o mesmo palpitar no peito, como que pra relembrar, diariamente, a sensação da primeira vez de ter tua boca na minha.
E sigo, como numa avalanche, me embolando nos teus braços, querendo morrer nos teus abraços, sem pensar se vai ou não ter fim.
sexta-feira, julho 04, 2008
MONÓLOGO
- Tu te cobras demais!
- Eu sei, mas é meio inevitável.
- Deverias descansar essa tua cabeça. É pressão demais que fazes aí dentro. Depois cai de cama e não sabes o porquê.
- Vou entrar em férias em uma semana e meia.
- E até lá ficarás assim? Se culpando?
- Eu não me culpo, mas penso que, em algum momento, deixei faltar alguma coisa. Na verdade, estou tranqüila. Sei que fiz minha parte. Não deixei faltar nada. Mas depois de hoje, tive essa impressão.
- Já pensaste na possibilidade de ser apenas uma questão de convivência?
- Sim, já. É o que eu prefiro pensar, na verdade. Senão eu mesma confirmaria que algo ficou faltando.
- Eu, modéstia parte, acho que você não deixou nada a desejar. E digo mais. Pra uma primeira vez, tu te saíste melhor do que imaginava.
- Será? Será mesmo?
- É claro! Senão não terias recebido todos aqueles louros, convenhamos.
- É, tá. Pra uma primeira vez.
- E outra: não queria agradar todo mundo. Desagradarás muito mais do que o contrário. Tua mãe nunca te disse?
- Disse. Mas disse pra eu tentar ser a melhor, sempre.
- E você é. Você é, menina.
- Sem essa. Tá, eu posso até ser, mas não queria me sentir assim, de lado, sei lá.
- Já te disse. Convivência.
- Vou apagar a luz.
- Amanhã nos vemos quando fores pentear os cabelos.
- Eu sei, mas é meio inevitável.
- Deverias descansar essa tua cabeça. É pressão demais que fazes aí dentro. Depois cai de cama e não sabes o porquê.
- Vou entrar em férias em uma semana e meia.
- E até lá ficarás assim? Se culpando?
- Eu não me culpo, mas penso que, em algum momento, deixei faltar alguma coisa. Na verdade, estou tranqüila. Sei que fiz minha parte. Não deixei faltar nada. Mas depois de hoje, tive essa impressão.
- Já pensaste na possibilidade de ser apenas uma questão de convivência?
- Sim, já. É o que eu prefiro pensar, na verdade. Senão eu mesma confirmaria que algo ficou faltando.
- Eu, modéstia parte, acho que você não deixou nada a desejar. E digo mais. Pra uma primeira vez, tu te saíste melhor do que imaginava.
- Será? Será mesmo?
- É claro! Senão não terias recebido todos aqueles louros, convenhamos.
- É, tá. Pra uma primeira vez.
- E outra: não queria agradar todo mundo. Desagradarás muito mais do que o contrário. Tua mãe nunca te disse?
- Disse. Mas disse pra eu tentar ser a melhor, sempre.
- E você é. Você é, menina.
- Sem essa. Tá, eu posso até ser, mas não queria me sentir assim, de lado, sei lá.
- Já te disse. Convivência.
- Vou apagar a luz.
- Amanhã nos vemos quando fores pentear os cabelos.
segunda-feira, junho 23, 2008
AQUELE DIA
Se te fiz sentir ciúme, perdoa-me.
Não quero dar-te motivos.
Se te fiz desviar-te de mim, desculpa-me.
Não quero teus olhos longe dos meus.
O que aconteceu não me foi importante.
O que me importa são teus abraços, e o carinho que tens pra me dar.
E acredite, as lágrimas que derramei ao falar-te, não foram nada perto das que tu fizeste rolar com aquele teu "eu te amo".
Foram as lágrimas mais lindas que já molharam meu rosto.
Foi a declaração mais sincera que já chegou ao meu coração.
Te agradeço por mostrar-me, desse teu jeito, minha importância na tua história.
Obrigada por marcar a minha história desse jeito.
Eu te amo, meu menino!
Não quero dar-te motivos.
Se te fiz desviar-te de mim, desculpa-me.
Não quero teus olhos longe dos meus.
O que aconteceu não me foi importante.
O que me importa são teus abraços, e o carinho que tens pra me dar.
E acredite, as lágrimas que derramei ao falar-te, não foram nada perto das que tu fizeste rolar com aquele teu "eu te amo".
Foram as lágrimas mais lindas que já molharam meu rosto.
Foi a declaração mais sincera que já chegou ao meu coração.
Te agradeço por mostrar-me, desse teu jeito, minha importância na tua história.
Obrigada por marcar a minha história desse jeito.
Eu te amo, meu menino!
sexta-feira, junho 20, 2008
OUTRA VEZ
Vou repetir o texto, pra que fique bem claro, e pra que não haja nenhum mal-entendido, mesmo depois das explicações:
Eu te amo calada.
Não me perguntes o porque.
Os que me conhecem diriam que endoideci, que não estou em mim.
E de fato não estou.
Estou em nós.
Nos nossos beijos demorados, e no toque da tua mão na minha pele.
Nas fotografias, nas dúvidas e respostas.
Estou nesse bem-querer que me toma o peito cada vez que te escuto falar.
Mas eu me calo.
Não consigo te olhar nos olhos e dizer de verdade o que tu me provocas.
Esse furor de sentimentos indefinidos que brotam seguros em desenvolver-se.
O fato, garoto, é que eu te amo.
Não só pelo que você é, mas pelo que estas me ensinando a ser.
Eu te amo calada.
Não me perguntes o porque.
Os que me conhecem diriam que endoideci, que não estou em mim.
E de fato não estou.
Estou em nós.
Nos nossos beijos demorados, e no toque da tua mão na minha pele.
Nas fotografias, nas dúvidas e respostas.
Estou nesse bem-querer que me toma o peito cada vez que te escuto falar.
Mas eu me calo.
Não consigo te olhar nos olhos e dizer de verdade o que tu me provocas.
Esse furor de sentimentos indefinidos que brotam seguros em desenvolver-se.
O fato, garoto, é que eu te amo.
Não só pelo que você é, mas pelo que estas me ensinando a ser.
terça-feira, junho 17, 2008
ONTEM
Eu ontem me lembrei de você.
Mas não se engane: nada de muito novo, sentimentalmente falando.
O mesmo desprezo, o mesmo revirar no estômago ao lembrar-me do teu cheiro.
A mesma sensação de vazio ao olhar a cama.
O mesmo alívio ao pensar que nunca mais pisarás teu pés nos meus tapetes.
Lembrar-me de ti fez-me respirar prazerosamente feliz.
Fez-me amar-me um pouco mais, e preocupar-me um pouco menos.
Lembrar-me de ti me fez ter certeza de que o pior já passou.
Foi embora pra capital junto contigo e com aquele avião.
E que agora, tudo é calmaria, e que a minha vida é bem melhor assim.
Contigo longe, bem longe de mim.
Mas não se engane: nada de muito novo, sentimentalmente falando.
O mesmo desprezo, o mesmo revirar no estômago ao lembrar-me do teu cheiro.
A mesma sensação de vazio ao olhar a cama.
O mesmo alívio ao pensar que nunca mais pisarás teu pés nos meus tapetes.
Lembrar-me de ti fez-me respirar prazerosamente feliz.
Fez-me amar-me um pouco mais, e preocupar-me um pouco menos.
Lembrar-me de ti me fez ter certeza de que o pior já passou.
Foi embora pra capital junto contigo e com aquele avião.
E que agora, tudo é calmaria, e que a minha vida é bem melhor assim.
Contigo longe, bem longe de mim.
terça-feira, junho 03, 2008
domingo, junho 01, 2008
O MENINO QUE NÃO SABIA AMAR
Postava-se à janela todos os dias ao cair da noite. Os olhos fixos no horizonte.
O céu cor de fogo apagava-se lentamente no mar.
As luzes acendiam-se por toda a rua, e sobre sua cabeça acendiam-se também centenas, milhares de pontos que piscavam lá no alto, grudadas no imenso fundo breu infinito.
As ondas deslisavam baixinhas, salgando os pés dos que amavam.
Mãos entrelaçadas desfilavam, acompanhadas de sorrisos e declarações apaixonadas.
Não entendia como aquilo funcioava. Nunca conhecera alguém capaz de despertar-lhe o desejo de molhar os pés no mar, a não ser o próprio mar.
Foi nesse dia que seus olhos encontraram os dela. Escuros como o céu daquela noite.
Fitaram-se por longos minutos.
Ela cantava. Era como se só aquela voz fosse ouvida, transformando qualquer barulho em burburinho.
Pensou duas vezes antes de correr para encontrá-la. E foi.
Descalço, atravessou a rua sem desviar os olhos dela; sem deixar de seduzur-se pelo encanto daquela voz.
Quando se aproximou ela sorriu e caminhou em direção ao mar. Seguiu-a com os olhos e depois com os pés, que agora tocavam a areia.
Ensaiava algumas palavras, mas a música que saia daqueles lábios era melhor do que qualquer conversa.
E, de repente, sentiu a imensidão do sal tocar-lhe suavimente os pés. O coração disparou. Entendeu agora porque os amantes salgavam-se ao luar.
Quando deu por si, o mar cobria-lhe ate a cintura.
Chorava de felicidade. E continuava seguindo a voz daquela dos olhos cor da noite.
Sentia agora o sal na língua. Os pés não alcançavam mais o fundo. A voz começou a sumir lentamente.
Olhou para as estrelas que continuavam piscando sobre sua cabeça e deixou-se levar.
Afogou-se na imensidão e a única imagem que tinha em sua mente era a visão inebriante daqueles olhos.
A canção misturava-se ao chacoalhar das ondas sobre sua cabeça até que tudo escureceu.
E foi nesse dia que o menino que não sabia amar conheceu Iara.
(Usofruto poético e adaptação da lenda indígena A Iara.)
(Ao som de: O pescador e a Sereia - Felixbravo)
O céu cor de fogo apagava-se lentamente no mar.
As luzes acendiam-se por toda a rua, e sobre sua cabeça acendiam-se também centenas, milhares de pontos que piscavam lá no alto, grudadas no imenso fundo breu infinito.
As ondas deslisavam baixinhas, salgando os pés dos que amavam.
Mãos entrelaçadas desfilavam, acompanhadas de sorrisos e declarações apaixonadas.
Não entendia como aquilo funcioava. Nunca conhecera alguém capaz de despertar-lhe o desejo de molhar os pés no mar, a não ser o próprio mar.
Foi nesse dia que seus olhos encontraram os dela. Escuros como o céu daquela noite.
Fitaram-se por longos minutos.
Ela cantava. Era como se só aquela voz fosse ouvida, transformando qualquer barulho em burburinho.
Pensou duas vezes antes de correr para encontrá-la. E foi.
Descalço, atravessou a rua sem desviar os olhos dela; sem deixar de seduzur-se pelo encanto daquela voz.
Quando se aproximou ela sorriu e caminhou em direção ao mar. Seguiu-a com os olhos e depois com os pés, que agora tocavam a areia.
Ensaiava algumas palavras, mas a música que saia daqueles lábios era melhor do que qualquer conversa.
E, de repente, sentiu a imensidão do sal tocar-lhe suavimente os pés. O coração disparou. Entendeu agora porque os amantes salgavam-se ao luar.
Quando deu por si, o mar cobria-lhe ate a cintura.
Chorava de felicidade. E continuava seguindo a voz daquela dos olhos cor da noite.
Sentia agora o sal na língua. Os pés não alcançavam mais o fundo. A voz começou a sumir lentamente.
Olhou para as estrelas que continuavam piscando sobre sua cabeça e deixou-se levar.
Afogou-se na imensidão e a única imagem que tinha em sua mente era a visão inebriante daqueles olhos.
A canção misturava-se ao chacoalhar das ondas sobre sua cabeça até que tudo escureceu.
E foi nesse dia que o menino que não sabia amar conheceu Iara.
(Usofruto poético e adaptação da lenda indígena A Iara.)
(Ao som de: O pescador e a Sereia - Felixbravo)
sábado, maio 31, 2008
NO JANTAR
As palavras entaladas na garganta me dão nauseas.
Acho que se encostares em mim agora, vomito todas elas em ti.
Logo, não me toques.
Nem agora, nem tão cedo.
Não quero sujar-te com meus devaneios.
Também não quero que os conheça.
Este escarro de transtornos me pertence.
Me permitirei continuar assim pelas próximas horas.
Até empapá-las de saliva, e empurrá-las goela abaixo.
Depois de digeri-las, aí sim, quem sabe, te arroto o que sobrou.
Aí tu ficas livre para interpretá-las, à francesa, se quiseres.
Acho que se encostares em mim agora, vomito todas elas em ti.
Logo, não me toques.
Nem agora, nem tão cedo.
Não quero sujar-te com meus devaneios.
Também não quero que os conheça.
Este escarro de transtornos me pertence.
Me permitirei continuar assim pelas próximas horas.
Até empapá-las de saliva, e empurrá-las goela abaixo.
Depois de digeri-las, aí sim, quem sabe, te arroto o que sobrou.
Aí tu ficas livre para interpretá-las, à francesa, se quiseres.
sexta-feira, maio 30, 2008
ABSTRACT MIND
Evito fechar os olhos.
Tenho medo, falta de vontade.
Não quero pensar, nem ter que lutar contra os pensamentos.
Nem quero fazer planos.
E também não sei o que quero.
Se eu quero.
Quem eu quero eu sei.
E só.Será que só?
Não quero saber.
Tenho medo, falta de vontade.
Não quero pensar, nem ter que lutar contra os pensamentos.
Nem quero fazer planos.
E também não sei o que quero.
Se eu quero.
Quem eu quero eu sei.
E só.Será que só?
Não quero saber.
segunda-feira, maio 26, 2008
Entenda.
O que aconteceu não é o problema.
Estava mais do que na cara que, cedo ou tarde, tua boca encontraria a minha.
Era uma questão de tempo, e uma pitadinha de sorte.
O problema agora é como lidar com a falta disso.
A vontade do cheiro. O desejo do gosto. A saudade do toque.
Se fosse fácil esquecer e dizer que passou, assim o faria.
Tudo para manter a cabeça e o coração em paz.
Se deitar a cabeça no travesseiro e dormir sem acordar fosse fácil, assim o faria.
Mas até meus sonhos se resumem ao calor do teu abraço.
E a culpa de não poder, e a vontade de fazer, e a raiva do desencontro.
Nada disso é fácil de manter sob controle.
Tudo isso, eu diria, é apenas a ponta do iceberg que causaste em mim.
Devo te assustar com tudo isso.
A verdade é que a culpa é do tempo.
Que cruzou teu caminho com o meu na hora errada.
Ou cruzou o caminho dele com o meu, e o dela com o teu, na hora mais errada ainda.
E agora que corro dentro da minha própria mente pra tentar te salvar de mim e de ti,
Vejo que é impossível te esconder, me esconder.
E que, ao que parece, estamos fadados a nos encontrar, de uma forma ou de outra.
Seja nos teus sonhos, nos meus sonhos, ou nos nossos beijos no meio da rua.
E a questão é que eu quero te encontrar, podendo ou não, sendo certo ou não.
E que se for pra correr, eu escolherei correr ao teu encontro, e não de ti.
(baseado no filme: Eternal Sunshine Of The Spotless Mind)
O que aconteceu não é o problema.
Estava mais do que na cara que, cedo ou tarde, tua boca encontraria a minha.
Era uma questão de tempo, e uma pitadinha de sorte.
O problema agora é como lidar com a falta disso.
A vontade do cheiro. O desejo do gosto. A saudade do toque.
Se fosse fácil esquecer e dizer que passou, assim o faria.
Tudo para manter a cabeça e o coração em paz.
Se deitar a cabeça no travesseiro e dormir sem acordar fosse fácil, assim o faria.
Mas até meus sonhos se resumem ao calor do teu abraço.
E a culpa de não poder, e a vontade de fazer, e a raiva do desencontro.
Nada disso é fácil de manter sob controle.
Tudo isso, eu diria, é apenas a ponta do iceberg que causaste em mim.
Devo te assustar com tudo isso.
A verdade é que a culpa é do tempo.
Que cruzou teu caminho com o meu na hora errada.
Ou cruzou o caminho dele com o meu, e o dela com o teu, na hora mais errada ainda.
E agora que corro dentro da minha própria mente pra tentar te salvar de mim e de ti,
Vejo que é impossível te esconder, me esconder.
E que, ao que parece, estamos fadados a nos encontrar, de uma forma ou de outra.
Seja nos teus sonhos, nos meus sonhos, ou nos nossos beijos no meio da rua.
E a questão é que eu quero te encontrar, podendo ou não, sendo certo ou não.
E que se for pra correr, eu escolherei correr ao teu encontro, e não de ti.
(baseado no filme: Eternal Sunshine Of The Spotless Mind)
sexta-feira, maio 16, 2008
NATUREZA MORTA
De tanto pensar, penso agora em não mais pensar.
Deixo-me levar apenas pelas circunstâncias.
Permito-me ser como pólen conduzido pelo vento.
E na primeira flor em que eu parar, farei ali meu recanto.
Seja para crescer ou putrefar.
E como o pólen que é levado pelo vento jamais volta ao mesmo lugar,
Assim eu também não mais voltarei.
E como orvalho chorado da manhã, assim serão minhas lágrimas na hora de ir.
Até nascer o Sol, que com seu abraço quente seca o orvalho e também meu choro.
Até o cair da noite, pra que a Lua venha pratear meus pensamentos, que outrora deixei de pensar.
Deixo-me levar apenas pelas circunstâncias.
Permito-me ser como pólen conduzido pelo vento.
E na primeira flor em que eu parar, farei ali meu recanto.
Seja para crescer ou putrefar.
E como o pólen que é levado pelo vento jamais volta ao mesmo lugar,
Assim eu também não mais voltarei.
E como orvalho chorado da manhã, assim serão minhas lágrimas na hora de ir.
Até nascer o Sol, que com seu abraço quente seca o orvalho e também meu choro.
Até o cair da noite, pra que a Lua venha pratear meus pensamentos, que outrora deixei de pensar.
quarta-feira, maio 07, 2008
domingo, maio 04, 2008
AINDA
Ainda não esqueci o gosto que tua boca deixou na minha, na última vez em que cruzamos nossos olhos.
O calor da tua mão na minha nuca é o que ainda me aquece quando os cobertores não são suficientes.
As lágrimas que derramamos naquela despedida ainda se fazem poesia quando minha mente quer fugir da realidade.
Ainda ouço os sinos badalando e embalando nossas noites.
E toda vez que aquela música me toca os ouvidos, ainda sinto dentro do peito o coração acelerar.
Ninguém entenderia se eu dissesse que ainda te amo.
Ninguém me apoiaria se eu saísse daqui agora a te procurar pra te dizer que ainda te quero.
Mas esses, esses ainda não sentiram as pernas tremerem ao vapor de uma respiração. Nem confiaram o suficiente quando tinham seus olhos vendados.
Ainda não deixaram pra trás uma vida; ainda nao quiseram verdadeiramente viver outra vida.
Eu ainda vou viver muita coisa. Coisas que tu ainda não me ensinastes a viver.
Mas, se me perguntassem hoje o que eu ainda espero dessa vida,
Eu diria que pra essa e pra qualquer outra vida, eu ainda espero te reencontrar.
(baseado no filme: Sweet November)
O calor da tua mão na minha nuca é o que ainda me aquece quando os cobertores não são suficientes.
As lágrimas que derramamos naquela despedida ainda se fazem poesia quando minha mente quer fugir da realidade.
Ainda ouço os sinos badalando e embalando nossas noites.
E toda vez que aquela música me toca os ouvidos, ainda sinto dentro do peito o coração acelerar.
Ninguém entenderia se eu dissesse que ainda te amo.
Ninguém me apoiaria se eu saísse daqui agora a te procurar pra te dizer que ainda te quero.
Mas esses, esses ainda não sentiram as pernas tremerem ao vapor de uma respiração. Nem confiaram o suficiente quando tinham seus olhos vendados.
Ainda não deixaram pra trás uma vida; ainda nao quiseram verdadeiramente viver outra vida.
Eu ainda vou viver muita coisa. Coisas que tu ainda não me ensinastes a viver.
Mas, se me perguntassem hoje o que eu ainda espero dessa vida,
Eu diria que pra essa e pra qualquer outra vida, eu ainda espero te reencontrar.
(baseado no filme: Sweet November)
sexta-feira, maio 02, 2008
*
Estou cansada das tuas amarras.
Estou farta desse teu falso moralismo, dessa tua "preocupação".
Não queres é perder o controle sobre mim.
Não queres deixar de ter alguem pra mandar.
Mas eu cansei de baixar a cabeça pras tuas ordens.
Cansei de esperar o momento certo.
Vou-me embora daqui.
Vou em busca da minha paz.
Pra que eu possa pelo menos domir tranqüila.
Pra que eu possa, pelo menos, ter a consciência limpa de que não vou matar nem a mim, e nem a ti.
Estou farta desse teu falso moralismo, dessa tua "preocupação".
Não queres é perder o controle sobre mim.
Não queres deixar de ter alguem pra mandar.
Mas eu cansei de baixar a cabeça pras tuas ordens.
Cansei de esperar o momento certo.
Vou-me embora daqui.
Vou em busca da minha paz.
Pra que eu possa pelo menos domir tranqüila.
Pra que eu possa, pelo menos, ter a consciência limpa de que não vou matar nem a mim, e nem a ti.
SOMOS NÓS? NÓS SOMOS!
Somos como um tiro que saiu pela culatra.
Uma fórmula que não deu certo.
Você é a ponderação e eu o exagero.
Você é obsessão, eu sou liberdade.
Eu sou arte, você é ciência.
Somos como açúcar e sal, azedo e amargo.
Preto e branco, chuva e sol.
Somos Ying e Yang, Deus e o Diabo.
Nosso amor é como todos os outros.
Um tanto mais intenso, um tanto mais febril.
E eu não tenho antídoto pra tua cólera.
Mas a verdade é que somos chave e fechadura.
Por mais que tu não sejas a fechadura da qual minha chave pertença.
Somos opostos que se atraem.
Quanto mais eu fujo, mais tu me queres por perto.
Quanto mais tu me cuidas, mais quero ser desvelada.
Mas uma não existe sem a outra. E se fosse diferente, ainda assim daríamos nosso jeito de salgar-nos com nossas lágrimas doloridas e nosso peito contrariado.
O que eu quero que entendas é que não deixo de te amar. E que jamais, em memento algum, vou duvidar do teu amor.
O fato é que já não caibo mais em tuas asas, e confesso que aprendi tarde demais a correr pro teu abrigo.
Mas sou feliz assim. Não penses que não.
Porque eu sei que quanto mais tu és minha mãe, mais filha tua eu sou.
Uma fórmula que não deu certo.
Você é a ponderação e eu o exagero.
Você é obsessão, eu sou liberdade.
Eu sou arte, você é ciência.
Somos como açúcar e sal, azedo e amargo.
Preto e branco, chuva e sol.
Somos Ying e Yang, Deus e o Diabo.
Nosso amor é como todos os outros.
Um tanto mais intenso, um tanto mais febril.
E eu não tenho antídoto pra tua cólera.
Mas a verdade é que somos chave e fechadura.
Por mais que tu não sejas a fechadura da qual minha chave pertença.
Somos opostos que se atraem.
Quanto mais eu fujo, mais tu me queres por perto.
Quanto mais tu me cuidas, mais quero ser desvelada.
Mas uma não existe sem a outra. E se fosse diferente, ainda assim daríamos nosso jeito de salgar-nos com nossas lágrimas doloridas e nosso peito contrariado.
O que eu quero que entendas é que não deixo de te amar. E que jamais, em memento algum, vou duvidar do teu amor.
O fato é que já não caibo mais em tuas asas, e confesso que aprendi tarde demais a correr pro teu abrigo.
Mas sou feliz assim. Não penses que não.
Porque eu sei que quanto mais tu és minha mãe, mais filha tua eu sou.
quarta-feira, abril 30, 2008
TORMENTA
Tem os olhos negros marejados.
As mãos escondem o rosto, deixando o corpo despido mostrar-se.
Sente a dor física das palavras cortarem a pele, abrindo feridas outrora cicatrizadas.
Lembra da infância negligenciada, da juventude omissa.
Permanece muda enquanto a língua sangra a alma, feito navalha cravada na carne.
E quando os olhos criam coragem para fitar aqueles verdes e raivosos, prefere entregar-se a tortura da morte, afogando-se lentamente nas lágrimas choradas do passado.
Como se lutar não valesse a pena, desiste.
E nua, sob o olhar de esmeralda, adormece.
As mãos escondem o rosto, deixando o corpo despido mostrar-se.
Sente a dor física das palavras cortarem a pele, abrindo feridas outrora cicatrizadas.
Lembra da infância negligenciada, da juventude omissa.
Permanece muda enquanto a língua sangra a alma, feito navalha cravada na carne.
E quando os olhos criam coragem para fitar aqueles verdes e raivosos, prefere entregar-se a tortura da morte, afogando-se lentamente nas lágrimas choradas do passado.
Como se lutar não valesse a pena, desiste.
E nua, sob o olhar de esmeralda, adormece.
sexta-feira, abril 25, 2008
TEUS OLHOS
Se estou mais feliz hoje, a culpa é daquela foto.
Que me deixou mais bela.
E eu diria sem sombra de dúvidas, que foram esses teus olhos, meu bem, que ao me verem daquele jeito, me trouxeram um outro sorriso.
E é esse sorriso que levarei comigo.
O sorriso que teus olhos não podem ver, mas puderam causar.
Que me deixou mais bela.
E eu diria sem sombra de dúvidas, que foram esses teus olhos, meu bem, que ao me verem daquele jeito, me trouxeram um outro sorriso.
E é esse sorriso que levarei comigo.
O sorriso que teus olhos não podem ver, mas puderam causar.
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