quinta-feira, junho 05, 2014

Aniversário

Vou replicar aqui o que postei hoje pela manhã em minha página do facebook.
Pra guardar pra vida, pra arquivar com meus pensamentos e com minhas emoções.
Pra comemorar e exaltar todas as mudanças (pra melhor) que eu passei.


"Há quatro anos eu jamais imaginaria estar onde estou hoje. Quando peguei aquele avião rumo a São Paulo eu tinha outros planos, outras ideias. 
Hoje eu vejo quão pequenos eram meus pensamento e quão falidos eram esses planos - só eu não via mesmo.
A única coisa que eu sabia é que valeria a pena. E valeu! Continua valendo e serei grata a esse período maluco da minha vida eternamente. 
São Paulo me tornou uma pessoa melhor em todos os sentidos. Me ensinou a ser uma boa profissional, a estar disponível pros amigos (mesmo sendo difícil conciliar as agendas), me ensinou a abrir as portas da minha casa e ser uma boa anfitriã e, sobre tudo, me mostrou que estar no lugar certo, na hora certa, é o suficiente pra mudar sua vida completamente, mesmo que essa mudança aconteça um ano depois de um encontro casual.
São Paulo me deu diversos presentes: me deu novos amigos, me aproximou fisicamente de grandes e antigos amigos, me afastou emocionalmente de outros, me deu uma conexão quase que instantânea com os amigos que deixei em Curitiba e, quando eu finalmente estava pronta, São Paulo foi o cenário que a vida escolheu pra me apresentar pro meu futuro marido.
São Paulo é sim a terra da oportunidade, se você souber o que fazer com as oportunidades que ela te dá. Eu agarrei minha oportunidade de ser independente, de ter a minha própria casa, de cuidar de mim, de conhecer pessoas, de trabalhar muito. Foram os quatro anos mais loucos e incríveis da minha vida!
Obrigada por me receber por aqui, Sampa!"

segunda-feira, maio 12, 2014

Há lágrima na madrugada.
A lágrima da madrugada.

sexta-feira, abril 11, 2014

Paradoxo

Lágrimas entaladas.
Logo eu, que sempre as deixo tão livres, sofrendo dessa síndrome.
Sinto-me quase que uma prisioneira de mim mesma, fazendo questão de não deixar fluir o que me parece ser - e é - tão natural.
Que falta faz um abraço,  um afago e um simples "hey, vai ficar tudo bem".
:'(

sábado, fevereiro 22, 2014

I do

Indo para Curitiba visitar a primeira seleção dos possíveis locais para o casamento.
É indescritível essa sensação.
O sonho começa a se concretizar.
:)

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Glare

Minha vida mudou completamente desde julho do ano passado.
Finalmente fui apresentada ao amor verdadeiro, aquele que não aponta os defeitos, mas que os aceita, que cobra mas, se não rolar, tudo bem, a gente lida com isso. Um amor puro, calmo e tranquilo, que foi o que eu sempre quis.
No começo desse ano decidimos nos casar e agora estou feito louca procurando, pesquisando e indo atrás de mil coisas pra fazer desse dia o mais especial da minha vida.
E no meio de tudo isso, da felicidade absurda que sinto em saber que estou dando o passo mais importante de todos os que dei até hoje, de estar 100% certa dessa decisão, bem no meio, estão todos os outros sentimentos confusos que estou tendo de lidar.
Pode parecer besteira mas não, não é só assinar um papel. É toda uma mudança de postura, de vida, de estilo e é a certeza de que estou deixando pra trás uma vida pra poder construir uma outra vida ao lado de outra pessoa.
Tenho estado muito nostálgica em função disso, me lembrando quase que diariamente de quando tinha 12 anos e achava que ia casar com o Brian do Backstreet Boys. Quando minha preocupação era aprender a cantar as músicas das Spice Girls e tocar no violão as músicas do Hanson.
Que saudade, meu deus, que saudade de tudo aquilo: da minha casa de dois andares, minúscula, mas tão cheia de sonhos e planos, das horas em que passava junto das minhas duas amigas de infância, imaginando como seria nosso futuro, planejando o que precisávamos fazer pra que nossa banda ficasse famosa e nós pudéssemos viver de música, que sempre foi nossa grande paixão. Que saudade de andar de patins e descansar na calçada de casa, de passar a noite em claro gravando clipes das nossas bandas favoritas na MTV e depois passar o outro dia todo vendo e revendo dezenas, centenas de vezes. De escrever cartas e mais cartas umas para as outras e colocar no correio, mesmo morando uma ao lado da outra, só pra dizer que trocávamos correspondências (e depois que uma delas se mudou, as cartas eram mais frequentes e cheias de saudade e novidades).
Que saudade dolorida que sinto de vocês, gurias.
Queria muito mesmo poder participar mais de perto da vida de vocês, mas sei que a vida é assim mesmo.
Só desejo, do fundo do meu coração, que isso nunca se acabe. Que, por mais que cada uma de nós tome um rumo diferente na vida, que nunca nos esqueçamos de tudo o que vivemos e do amor que sentimos uma pela outra.
Com lágrimas nos olhos (ah, que novidade! haha) eu digo que amo vocês, do fundo do meu coração, e que vocês são as irmãs que eu não tive, mas que escolhi.
Hoje acordei especialmente com saudade de vocês.
Queria dedicar esse post pra vocês, Brunna e Fabíola.
Glare forever!


segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Me vejo dia apos dia tendo de aprender a lidar com a ausência. Do corpo, do cheiro, do som.
Me vejo obrigada a enfrentar situações que não me agradam, que me fazem perder a voz.
Logo eu, que nunca gostei do silêncio...

quinta-feira, novembro 07, 2013

Dói

Queria, um dia, quem sabe, conseguir traduzir as coisas em texto e canção tão bem quanto o Glen Hansard fez nessa música.


terça-feira, outubro 22, 2013

Catatonia

Respirei fundo e ouvi meu coração bater meio acelerado.
Após uma noite mal dormida, cheia de coisas na cabeça, a inércia foi, contraditoriamente, a única forma que encontrei de desovar os sentimentos que ainda ficaram presos aqui dentro.
Embora não esteja me esforçando, eles deram um jeito de sair.
Ouvi pelo menos cinco vezes um "que cara é essa" desde que saí da cama. Sinal de que realmente a coisa tá toda ali, na minha cara.
Tem horas que ser transparente é um problema, e não solução.
Tem horas que a distância é providencial, e não prisão.


segunda-feira, outubro 14, 2013

Rewind

Acho que já vi esse filme umas 40 vezes.
Sabe quando você é capaz de reproduzir os movimentos, as pausas da respiração do personagem?
É, pois é.
Não dá nem pra acreditar. Sinto raiva de mim mesma por não conseguir sair desse vício.
Queria outra história, viver outras coisas mas, ao que me parece, estou fadada a viver presa dentro dessa.
Eu não quero! EU NÃO QUERO!
"If I can't feel my own, I'd feel better dead."


segunda-feira, setembro 23, 2013

Me inspira

Tantas lembranças, tantos sentimentos ligados a essa música.
Me faz continuar, sempre


segunda-feira, setembro 02, 2013

Sorriso

Fico muito mais inspirada quando estou triste, decepcionada, amargurada. Os textos fluem muito mais naturalmente e ficam lindos de se ler.
Mas hoje estou tão, mas tão feliz, que queria apenas deixar registrado, mesmo sem poesia, mesmo sem rimas, mesmo sem texto emocional, que é infinitamente melhor viver assim, sempre sorrindo.
E quando o sorriso tem razão de existir, é ainda melhor.
O meu sorriso voltou. Tá aqui, escancarado e o motivo é um só: a forma como ele me beija, colocando a mão na minha nuca e os dedos entre meus cabelos.
Boa semana feliz e apaixonada pra todo mundo.
<3 p="">

quinta-feira, agosto 15, 2013

Discoteca volume III

"I wanna know when you're gonna come"


segunda-feira, agosto 12, 2013

Um

Um de vários; um de muitos.
Um de promessas e planos.
Um de futuro, de riso frouxo.
Um de "te quero".
Um de "eu também".

terça-feira, junho 18, 2013

Difícil é fazer os outros entenderem que não quero ser aprovada, quero ser aceita.

quarta-feira, junho 12, 2013

Dia dos Namorados

É claro que a gente quer ter alguém do lado. É legal ter pra quem ligar pra dar boa noite ou pra contar como passou o dia. Mas mais legal que isso é ter alguém que junto com você seja mais. Que some, que te ajude a ser uma pessoa melhor, que compartilhe com você sentimentos bons, genuínos e que, acima de tudo te respeite e te aceite como você é e queira sempre o seu melhor.
No dia de hoje resolvi fazer um exercício diferente.
Como não tenho namorado, mas já tive alguns, listei coisas que aprendi com cada um deles. Umas dizem respeito ao meu comportamento, outras aos deles.
O que vou dizer aqui TODO MUNDO já sabe e vai parecer aquelas matérias da Claudia ou da Nova sobre "como segurar o seu amor". Juro que a intenção não é essa. :)
Vamos lá:

- O preconceito separa pessoas
- Opiniões devem ser debatidas e, acima de tudo, respeitadas.
- Nunca, jamais, em hipótese alguma, demonstre ser o que você não é.
- Dinheiro é importante mas, mais importante que isso é o seu caráter.
- Peça ajuda sempre que achar necessário.
- Se tiver dúvida sobre qualquer coisa, pergunte. É melhor ter certeza do que viver num mundo paralelo cheio de questões mal resolvidas.
- Seja um bom negociador mas cuidado para não se anular. Ceder faz parte mas você não precisa ceder sempre.
- Não viva sua vida em função da vida do outro. Ele é importante e merece sua atenção, mas a vida do outro é dele, a sua vida é sua e a vida dos dois é uma outra coisa bem diferente.
- As pessoas têm passado. Por mais difícil que seja, você precisa aprender a lidar com o passado do outro além de já lidar com o seu.
- Ajudar nas tarefas de casa é importante. Ninguém é empregado de ninguém. Se você cozinha, o outro pode lavar a louça. Se o outro varreu o chão, não te custa nada por o lixo pra fora.
- Demonstração de carinho nunca é demais.
- Mais importante do que os outros saberem que vocês estão bem e felizes nas redes sociais é vocês demonstrarem isso diariamente um pro outro. A intimidade é de vocês e não do mundo.
- Todo mundo precisa de um tempo sozinho. O fato do outro sair com os amigos não significa nada além de: "preciso de um tempo pra mim".
- Se a pessoa não dá valor e não respeita a própria família, é provável que ele não te dê valor e nem te respeite também.
- Mentir e/ou esconder as coisas não faz com que essas coisas deixem de existir. Uma hora a verdade aparece e aí vai ser difícil de resolver. Seja sincero, por mais difícil que seja.
- Pensar antes de fazer qualquer coisa nunca é demais. Fazer merda e pedir desculpas, repetidamente, não resolve os problemas.
- Perdoar é esquecer.
- Não prometa coisas que você não pode cumprir.
- Confiança perdida pode ser recuperada, desde que não haja paranoia.
- Ninguém é dono de ninguém. As pessoas e os sentimentos não são propriedades.
- Você não precisa provar seu amor. Se o outro está te exigindo provas, algo muito errado está acontecendo.
- Idade não faz diferença. Maturidade faz.
- Se vocês trabalham na mesma área, façam projetos juntos e se ajudem.
- Se o outro sabe mais do que você, seja humilde e aprenda com ele. Conhecimento nunca é demais.
- Vocês podem competir pelo mesmo espaço no mercado de trabalho, saiba lidar com isso mas, JAMAIS passe a perna na pessoa que está contigo para conseguir.
- Seus pais nem sempre tem razão. Nem os do outro.
- Não durma com problemas. Converse e resolva.
- As pessoas não têm bola de cristal para adivinhar o que você está pensando. Se você não gosta de algo e não diz, não espere que o outro adivinhe.
- Aprenda que sim é sim e não é não. Dizer sim querendo dizer não é bem, bem ruim.
- O problema não é o que você diz e sim como você diz.
- Se você não sabe lidar com seus problemas não espere que o outro também saiba.
- Você não pode obrigar o outro a conversar sobre assuntos que ele não se sente confortável. Tudo tem hora e lugar. Respeite o espaço do outro.
- Gritar não faz o outro entender o que você quer dizer.
- Reconheça as qualidades do outro e elogie sempre que possível.
- Se vocês não têm os mesmos planos de vida é bem provável que o relacionamento dê errado.
- Sentir saudade pode ser bom.
- Mandar relatórios diários sobre seus horários, as pessoas com quem você falou, os lugares em que você foi, os telefonemas que você atendeu e coisas do gênero não faz a pessoa confiar mais em você.
- Fazer surpresa não é expor o outro ou causar constrangimento.
- Não faça com o outro o que você não quer que façam com você.
- Suas atitudes devem ser condizentes com suas palavras. Dizer uma coisa e fazer outra só faz você perder a credibilidade.
- Quem teme demais SEMPRE tem algo a esconder.
- Ciúme é saudável até a página dois.
- Escândalos nunca são bem-vindos.
- Roupa suja se lava em casa. Não exponha o outro. É desnecessário e desrespeitoso.
- Indiretas podem não ser compreendidas. Seja claro o suficiente.
- Discutir por pequenices pode virar uma coisa grande demais.
- Não desconte suas frustrações no outro afinal, elas são suas.
- Reconheça suas falhas mas não assuma culpas e responsabilidades que não são suas.
- Respire.
- Amor de verdade é sinônimo de tranquilidade.
- Faça terapia. Ao contrário do que parece, isso não é coisa de louco.
- Por último: ninguém muda por alguém. As pessoas se adaptam. Se o outro tem questões que você não consegue mesmo lidar, não espere que ela vá mudar radicalmente. Ou você aceita e aprender a conviver, ou tchau.

Um feliz dia dos namorados.
S2
;)





terça-feira, junho 11, 2013

Discoteca volume II

Que todo mundo sabe do meu amor pelo Jamiroquai não é novidade.
Mas cada vez que descubro algo novo sobre eles fico cada vez mais apaixonada.
Dessa vez foi esse vídeo, que o próprio Stuart Zender, ex-baixista da banda e um dos meus músicos mais idolatrados, postou em sua página oficial no Facebook.


Não é de chorar, de tão lindo? 

Que falta faz um peito pra deitar...

segunda-feira, junho 10, 2013

Discoteca volume I

Sempre bom conhecer gente nova, nem que seja só um artista muito muito distante.
Quando eles cantam transformam-se em nossos amigos, nossos amores, falam da nossa vida, nos dão conselhos, viram parte de nós, compondo as melhores trilhas pros filmes que só passam na nossa cabeça.

Vale guardar pra posteridade esses dois "belezos" que conheci nesses últimos dias.

O primeiro é o já conhecido Har Mar Superstar com sua incrível "Lady you shot me". Coisa linda de meu deus. Dá pra ouvir o dia inteiro, a noite inteira, a semana inteira.
Vale cada minuto desse play.
O cara já tem outros sucessos mas, pra mim, é novidade. Amei!


E hoje fui apresentada a esse chuchu beleza aqui! *___*
O Bernhoft tem o estilo de vocal que eu amo, bem agudo. E a música tem um baixo que é sucesso absoluto. Sem contar que né? Ele é uma belezinha hahahahaa
Não tem como não gostar!

Quem sabe isso essas coisas virem posts fixos por aqui.
Pelo menos vou saber onde guardei as belezinhas que encontro por ai.

Obrigada aos Gustavos que me apresentaram as músicas! :)


Tenho os olhos no papel, o coração na boca e o pensamento em ti.

domingo, junho 09, 2013

Apenas

Meu coração é um grande e doloroso dilema.
De um lado a vontade absurda de se entregar, de viver uma história adormecida. Do outro a consciência de que isso não acontecerá. 
Como é cruel essa realidade. Como é difícil saber da verdade.
Eu só queria que você me quisesse tanto quanto eu te quero, que esquecesse o que passou e que olhasse nos meus olhos mais uma vez, como na primeira e única vez em que se cruzaram.
Eu só queria que tua boca encontrasse a minha, que teus braços me envolvessem e que você nunca mais fosse embora.
Eu só queria que você me amasse tanto quanto eu te amo, que relembrasse tudo o que sentimos, que me desse uma única chance. Mas eu sei que isso não vai acontecer.
Eu não posso fazer teu coração me amar. Não como antes. Não como na primeira vez.
E essa dor é só minha.

"Cuz I can't make you love me if you don't"


sexta-feira, junho 07, 2013

Dos prazeres de redescobrir boas músicas perdidas em arquivos entulhados.


"love can hardly leave the room with your heart"

quarta-feira, junho 05, 2013

Somehow

Tanta coisa pra dizer hoje... e tanta coisa já me foi dita.
Acho que a única coisa que realmente sinto vontade de dizer é:
"I guess I love you somehow"


segunda-feira, junho 03, 2013

Das músicas que gostaria de ter composto.


"u can save me from madness"
;~



segunda-feira, maio 27, 2013

E, de repente, todos os desenhos viraram grandes rabiscos mal acabados.
Eu estava andando no meio de uma festa cheia de gente.
Me perdi da pessoa que me acompanhava mas estava tentando encontrá-lo de novo.
Senti saudade dele nesses segundos que nos separaram.
E aí, de repente, ele veio e me deu um soco no meio da cara.
Sinto meu nariz sangrar.
Tá aqui...sangrando até agora.
Ainda bem que nariz quebrado cola de novo.
Só o silêncio é capaz de libertar nossos demônios.

sábado, maio 25, 2013

Maybe

"We're just a box of souvenirs"


segunda-feira, maio 20, 2013

Há tempos não tinha uma semana tão difícil
Iniciei mais uma fase de queda livre, seguindo o ciclo da montanha russa de sentimentos.
Fico imaginando como vai ser quando estiver lá embaixo, me preparando pra subir novamente e já sofro por antecipação.
Quanta dor um peito é capaz de guardar? Quanta saudade cabe dentro da gente?
Como é duro, meu Deus, lidar com tudo isso.
A mente transborda e o corpo reclama enquanto eu fico contando segundos, horas, dias pra chegar sabe-se lá onde.
O consolo é saber que mais dia, menos dia, estarei subindo de novo.
O topo da curva é tudo o que quero agora.

sexta-feira, maio 17, 2013

E quando dois olhos finalmente se encontram as palavras tornam-se totalmente dispensáveis.

quinta-feira, maio 09, 2013

o choro da madrugada é o que salva a alma

terça-feira, maio 07, 2013

"Quando o dinheiro falta, o amor salta a janela".
Sábia, muito sábia essa minha mãe.

segunda-feira, maio 06, 2013

Lembrar de ti é como flertar com a morte.


domingo, maio 05, 2013

Escola

A solidão me ensinou a apreciar o silêncio.

A dor da carne alivia a dor da alma.

sexta-feira, maio 03, 2013

Travelling without moving

Aquela vontade que explode dentro do peito de querer ganhar a rua, a lua, o mundo.
Tudo que respiro é combustível pra mente.
Quero abraçar as pessoas. Quero que elas me acompanhem, mas elas não querem.
Ficam estáticas, paradas no mesmo lugar.
Eu vivo enquanto os outros só existem.

quinta-feira, maio 02, 2013

Let it go

O chão sumiu. Há apenas um frio na barriga incontrolável.
Faltou-me o ar e o coração parou de bater.
Estou caindo num buraco cheio de lembranças.
Rodopio e esbarro em projeções do teu sorriso.
Faz calor; o mesmo calor dos teus abraços e agora teu perfume está impregnado na minha pele.
Inspiro lentamente e solto o ar bem devagar, pra dar tempo do teu cheiro grudar nas minhas entranhas.
Me permito cair nesse infinito onde você ainda existe e acho que não quero te deixar ir embora, mesmo sabendo que você já foi.

É incrível o que acontece dentro da gente quando nos permitimos fechar os olhos por alguns segundos.


Arquivo morto

Se eu pudesse inventar algo, inventaria um pote de lembranças.
Guardaria ali todas as imagens que, um dia, minha memória há de esquecer.
Não pra ficar relembrando a todo momento e sim pra livrar espaço na mente e no coração.
As vezes acho que ando tão cheia dessas lembranças, boas e ruins, que a emoção dos novos acontecimentos não encontra lugar pra se instalar.
Só fico na dúvida se é por falta de espaço ou por, simplesmente, não serem acontecimentos fortes o suficiente para ficarem marcados em mim.




terça-feira, abril 30, 2013

Parabéns

Foram os dois anos mais doloridos da minha vida.
Mais do que os anos da infância, eu diria.
Porque a dor ainda é latente. Porque as memórias ainda são frescas. Porque eu já aprendi a lidar com a infância, quem sabe.
Mas é incrível o poder de crescimento do ser humano na dor.
Nunca cresci tanto. Nunca aprendi tanto.
A solidão é devastadora e ao mesmo tempo uma das escolas mais eficazes de que já tive conhecimento. De uma rigidez ignorante e de um retorno esplendorosamente reconfortante, recompensador.
É bom poder estufar o peito e dizer que estou muito melhor agora. Que estou e sou mais segura e confiante.
Que experiência incrível é essa de estar sozinho com você mesmo, num ambiente em que não há espaço pra fugas.
Piegas, eu sei, mas me considero uma heroína.
Venci meus medos e provei que sou capaz de andar com minhas próprias pernas.
Um brinde à minha liberdade.
Feliz 2 anos de vida nova pra mim!
;)

sábado, abril 27, 2013

Onde foi mesmo que eu perdi o controle da minha vida?
Maldita hora em que saí da barriga da minha mãe.

sexta-feira, abril 26, 2013

:):

Eu já disse isso aqui outas vezes mas vou repetir: eu adoro reler coisas antigas.
Hoje, vasculhando minhas fotos no Flickr, me deparei com o pensamento abaixo, acompanhado dessa foto.
Incrível como a vida da gente muda.
Isso foi postado há 28 meses.


Impossível colocar aqui todas as cores que já tive, todas as faces que já usei, todos os disfarces que quis ter, toda a alegria que fingi sentir, toda a tristeza que escondi, toda a sinceridade que esbanjei.
O fato é que no fundo, no fundo mesmo, quando me olho assim, de cara lavada, com minha própria cor, ainda me falta um sorriso no rosto, que virá com o tempo, depois que a casa estiver em ordem e eu conseguir finalmente identificar em meio a tantas cores, tantas caras, tantos disfarces, tantas vontades, qual é a minha verdadeira face.

















terça-feira, abril 23, 2013

Tangível

Dentro do peito é só o que consegue sentir.
Tem tudo o que se espera, mas a lacuna é maior.
Nada preenche, nem Deus.
Se imagina como uma alma aprisionada num corpo oco.
O vazio é, de todos os sentimentos, o mais concreto.






terça-feira, abril 16, 2013

Crônica

Aquela dor que nunca sai de você.
Que tá sempre ali, pulsando.
Tem dias que dói mais, outros menos, mas nunca acaba.
Como disse um dia Zeca Baleiro: dor não cura com penicilina.
E mais: "tanto amor em mim como um quebranto. Tanto amor em mim, em ti nem tanto".
Êta vida.


quarta-feira, abril 03, 2013

Enciclopédia

Acho que desaprendi a amar.
Ou talvez nunca tenha aprendido.

Lixeira

Resolvi ler alguns e-mails antigos hoje. Sei lá, tem coisas que são boas de lembrar.
Daí que num determinado momento encontrei dezenas, centenas eu diria, de e-mails enviados a um ex-namorado. Conteúdo: minha AGENDA DO DIA.
Tipo, eu mandava meus horários pro cara: "das 14h às 15h - aula de tal coisa. das 17h às 18h consulta com ortopedista. Vou fazer o exame no laboratório tal. O endereço é esse. Tô indo dormir. Acordei. A outra professora trocou o horário dela comigo, antes eu daria aula às 14h agora só entro às 16h."
Ele tinha o controle de cada passo que eu dava!
Será que esse era o conceito que eu tinha de namoro a distância?
MEU DEUS, como foi que eu deixei isso acontecer comigo?
Tô em choque.

terça-feira, abril 02, 2013

Se fosse possível vomitar as coisas que sinto acho que sofreria de bulimia.

quarta-feira, março 27, 2013

29

Tanta coisa pra dizer pra mim mesma hoje.
Tão, mas tão difícil olhar pra esse meu último ano.
Mas o que importa é que passou, que no geral foi bom e que muitas coisas aconteceram para que eu me tornasse uma pessoa melhor.
Uma pena não poder ter por perto todas as pessoas que eu gostaria.
Uma pena algumas pessoas não terem lembrado de mim hoje.
Mas acontece. Uma hora deixamos de fazer parte da vida das pessoas, assim como elas tb deixam de fazer parte da nossa vida.

Um brinde aos meus 29 anos.
Obrigada a todos os envolvidos nesse último ano.

Uma declaração de amor pra mim mesma, no video abaixo.




terça-feira, março 12, 2013

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Gostaria de saber a quem estou enganando.
Quem, afinal, se convence de que estou curada? De que estou bem e esplendorosamente feliz, se qualquer pessoa que parar por 2 minutos pra olhar nos meus olhos vai enxergar as lágrimas que choro pra dentro? 
Que dor é essa que insiste em aparecer de tempos em tempos? Que saudade é essa que dilacera o peito?
Tenho tudo e ao mesmo tempo nada.
A barriga está cheia e mesmo assim ronca.
Durmo 24hrs e continuo acordada.
Corro por quilômetros sem sair do lugar.
Os anos passam e eu continuo olhando a mesma folha do calendário.
E no fim das contas estou aqui achando que as coisas mudaram e, na verdade, continuam exatamente como eram.


segunda-feira, março 11, 2013

Punk

Já digitei aqui umas 15 linhas diferentes e apaguei todas elas. 
Pelo visto tô querendo dizer alguma coisa e não sei o que é. 
Várias palavras passaram correndo pela minha consciência, mas a única que ficou foi a saudade.
Acho que ando sentido falta de coisas que não vivi ainda. Ou de coisas que nunca vou viver, que gostaria de ter vivido.
Será que é culpa do Ramones?


terça-feira, fevereiro 26, 2013

Buraco

Aquele momento estranho em que você queria dizer mil coisas e a única coisa que sai é um longo e melancólico suspiro.

domingo, janeiro 27, 2013

Escrevi e apaguei um e-mail algumas vezes nessa madrugada.
Na dúvida entre mandar ou não, é melhor manter-se anônima.
Tem certas coisas que é melhor ficar apenas na memória e no coração.


;~)


quarta-feira, janeiro 23, 2013

E se?

Já era tarde da noite. Beatriz entrou meio esbaforida num café de esquina e pediu um café grande, com um pouco de conhaque. Esfregava as mãos umas na outras, ora por frio, ora por nervoso.
Enfiou uma das mãos dentro do casaco preto e tirou do bolso o celular que piscava. Pedro enviara uma mensagem avisando que se atrasaria.
"Que ironia, heim?", pensou um pouco alto demais, fazendo com que o senhor da mesa ao lado a encarasse. Pedro nunca se atrasava pra nada. Nada mesmo.
Foram só alguns minutos até ele entrar pela porta, meio atrapalhado, tirando as luvas e passando a mão na barba. Não a reconheceu de imediato. Estava bem mais magra, quase tão magra quanto no dia em que se conheceram e a cor dos cabelos estava mais clara.
Se abraçaram demoradamente e Bia pode sentir que ele realmente estava feliz em revê-la.
Olhou pra ele meio sem graça e, com um sorriso besta no canto da boca disse:
"- Oi pra você também!"
Eles riram e se sentaram. Ficaram alguns minutos quietos, apenas olhando um pro outro, meio constrangidos, meio eufóricos.
O café chegou, quebrando um pouco a tensão, mas não adiantou muito. Completamente sem pensar ela abre a boca e diz:
"- E se tivesse dado certo, heim?"
Ele arregalou os olhos, sem ação: "Não sei, Bia, não sei mesmo".
"- Eu falo sério, Pedro. E se tivesse dado certo?"
"- Não sei te responder. Provavelmente já teríamos mudado daquele apartamento minúsculo. Você já ganharia de mim no videogame, eu não teria aprendido a cozinhar, mas ficaria olhando pra você ali, cozinhando, como sempre. Já teríamos feito outras viagens internacionais e seriam sempre as nossas primeiras viagens para qualquer lugar", disse ele, reticente.
"- Teríamos casado?"
"- Não, isso com certeza não. Só entendi esse lance de casamento depois que nos separamos. Naquela época eu batia o pé. Esquece o casamento."
"- É...tem coisas que a gente só entende depois do SE, né?", ela coçou os olhos pra disfarçar a frustração.
"- É. E se tivesse dado certo, heim Bia?"
"- Pois é, não sei. Acho que você já estaria pintando melhor que eu. Você era bom nisso. Quem sabe eu tivesse aprendido a ser mais calma, controlada, sei lá. Não, não, isso eu já aprendi. Isso veio com o fim mesmo. Se tivesse dado certo acho que eu ainda seria do mesmo jeito."
"- Será?"
"- Olha Pedro, sinceramente, não sei. O que eu sei é que se tivesse dado certo nós seriamos felizes. A forma com que essa felicidade seria executada não tem como prever né?"
"- É, você tem razão. Mas sabe? Eu sou feliz hoje também. Tenho outra pessoa, uma mulher incrível, que me faz bem, com quem eu pretendo fazer meu futuro."
"- Vocês vão se casar?"
"- Não sei, Bia, não sei mesmo."
"- É, não sei já é melhor do que 'com certeza não'..."
"- Nos seus termos sim. Nos dela, acho que não. Enfim..."
Fizeram uma longa pausa. Não contaram os minutos, ou horas, mas ficaram um tempo considerável em seus celulares tentando se distrair.
"- Eu tô feliz também, sabe Pedro? De verdade. Finalmente encontrei alguém que me aceita. Não me cobra, me acompanha em tudo. E é pintor também, o que facilita muito as coisas, sabe?"
"- É...você já tinha me falado esses tempos atrás. Fico feliz que você esteja feliz."
"- Eu sei que fica. Obrigada por isso."
"- Bom, acho que preciso ir. Tenho um compromisso agora. Disse ele já se levantando."
"- É eu também preciso ir. Mas que bom te ver. Estava com saudade."
"- Também tava."
Não sabiam se se abraçavam ou simplesmente apertavam as mãos e iam embora e optaram pela segunda opção.
Ainda na porta ela o avistou do outro lado da rua, a esperando.
"Que foi?", gritou ela. Ele, entrando em um taxi, gritou de volta: "você sempre vai ser a realização dos meus sonhos. A lembrança e a certeza de que a vida pode ser mágica".
Hoje, ambos são apenas lembranças bonitas, quentes e tranquilas na mente um do outro.


terça-feira, dezembro 04, 2012

Block


"Eu tenho um grito entalado na garganta."
Foi isso que escrevi aqui no blog no dia 25/01/11 e, obviamente, não publiquei.
Que bom saber que fiz as escolhas certas.
Como é bom saber que excluí as pessoas certas da minha vida.

segunda-feira, novembro 26, 2012

À esquizofrenia, com amor

Ouço o mesmo disco tem algumas semanas.
Já decorei todas as músicas e quase todos os acordes.
Tenho colocado as canções como trilha dum filme que estou criando em minha cabeça, com cenas que nunca aconteceram - e possivelmente não acontecerão - onde vivo numa cidade que não conheço, com pessoas que nunca vi.
Mas o frio na barriga que sinto quando olho nos olhos dele é tão real que, às vezes, queria não acordar dessa fantasia, só pra sentir esse ardor no peito outra vez.
Tem vezes que a ilusão é o resgate de uma realidade dolorosa e solitária.
O dia hoje está cinza, como meu coração e meus sentimentos.
Anseio por um verão ensolarado, onde a brisa que toca meus cabelos seja semelhante ao toque quente das tuas mãos no meu rosto.
O triste é saber que dedico esse texto a algo sem forma nem existência.
Que tristeza viver e não estar viva.

terça-feira, outubro 02, 2012

Chiclete de Coração

A vida está passando.
E quando eu digo passando, não me refiro exatamente ao tempo ou aos dias e sim, ao fato de que as coisas têm acontecido, pessoas têm partido e tantas outras têm ficado, as vezes, completamente sem sentido de existir em outras vidas.
As vidas estão passando e os corações cada vez mais despedaçados, cheios de outros pedaços grudados de corações partidos que ficaram lá atrás, numa história distante.
E como são reconfortantes esses pedaços de coração né? Nenhum deles foi teu de verdade, mas tapam os buracos, os rombos no peito que aquele coração deixou.

E daí as lembranças invadem a mente e escorrem pelos olhos. Como é bom lembrar o passado, reviver aquele abraço apertado ou aquele beijo que só existiu dentro da cebeça fantasiosa.

Ao que parece, essa nostalgia precede um dos momentos mais doloridos pelos quais já passei, que é aquela faxina das boas no coração. É como tirar vários pedaços de chiclete grudados debaixo do banco. Você vem com uma espátula e, um a um, cuidadosamente vai tirando chiclete por chiclete, coraçâo por coração debaixo do banco. Uns saem fácil, outros arrancam uma lasca de tinta e a levam embora. O banco nunca mais será o mesmo.

Estou na fase de arrancar corações-chiclete que ficaram grudados no meu banco. Eles ocupam espaço, são desconfortáveis e sem nenhuma utilidade.

Hoje arranquei um chicletão daqui. Achei que ele fosse morrer comigo, mas não. Demorou pra sair e levou com ele uma lasca gigante do meu coração. Sei que agora meu coração-banco não será mais o mesmo. Inclusive acho que, muito provavelmente, nenhum outro chiclete será mais grudado por aqui.

Mas as lembranças ficarão. Todas elas servem pra me mostrar o quão feliz eu sou hoje, e o quanto meu coração está leve, prontinho pra uma reforma daquelas pra receber, quem sabe, um novo amor.

quinta-feira, agosto 16, 2012

éle ê éle é

Eu poderia fazer uma lista considerável das pessoas que já passaram pela minha vida.
Fui sim uma mulher de muitos 'amores' e afirmo sem medo ou vergonha que já me apaixonei demais e que me permitirei apaixonar quantas vezes forem necessárias.
Mas de todas as minhas paixões você foi o único amor que só me deixou boas lembranças.
O único de sotaque inconfundível, do sorriso mais escancarado, da intimidade assustadora.
Você foi meu maior sonho e pra quem eu escrevi os textos mais emocionados.
Lembro-me como se fosse hoje da primeira vez que ouvi tua voz me dizendo "eu te amo". Eu ri e chorei meio descontrolada ao outro lado do telefone. No outro dia teu pai já dizia que eu seria tua mulher.
Conheci tua família, teus amigos e você estava presente em todos os segundos dos meus dias.
Quando você foi pra longe eu só queria que a distância entre nós fosse de três quadras e não três mil quilômetros e jamais imaginaria que esses três mil quilômetros virariam três milhões; que seu coração se perderia do meu.
Hoje estamos mais perto do que nunca estivemos antes e ao mesmo tempo separados por uma distância infinita protegida por duas muralhas idênticas.
E eu fui para vários cantos e continuo aqui, guardando as lembranças da nossa última conversa: você dizendo que me amaria até o último dos seus dias, independente desse país das maravilhas.
E pensar que eu nunca te toquei.
E pensar que meu coração é mais teu hoje do que jamais foi de ninguém.

quarta-feira, julho 18, 2012

FAQ

Reclamar da vida não é refletir. É ter preguiça de mudar o que está errado e botar a culpa da sua mediocridade nos outros.

segunda-feira, abril 23, 2012

O jeito é por a máscara, sair pra rua e fingir que é feliz.

terça-feira, março 06, 2012

Depois do telefonema eu choro sem fim.
É um lapso, eu sei, mas é um lapso de um telefonema que não deveria ter existido, de uma mensagem que não deveria ter sido enviada e mais ainda, não deveria ter sido respondida.
Quando se ama demais qualquer motivo é motivo de se desesperar, de perder o controle.
Foi hoje assim comigo.
Uma simples mensagem e meia hora depois lá estava eu, pedindo, humilhantemente, por um pouco de companhia, de contato, de atenção.
E por mais que ele diga que não me rejeitou, o sentimento que fica é esse.
Ele disse que titubeou umas 10x, pegou a chave do carro com uma mão e tirou com a outra, boicotando o encontro.
Enquanto eu fico aqui, feito uma otária esperando o interfone tocar, na esperança de que ele seja tão desequilibrado quanto eu e bata à minha porta.
E depois eu reclamo de ter sido feita de idiota.
O amor só é imprudente assim pra você, Fabiana.
Só pra você. Pros outros não.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

That awkward moment when you realize that cry a river won't change the stupid things you have done in your stupid life


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terça-feira, fevereiro 07, 2012

Curva

Aquela falsa surpresa de se decepcionar com alguém.
Porque diabos é tão difícil assumir que a história toda estava fadada ao fracasso?
Qual o problema de peitar o problema e dizer que não tem solução?
Onde está a parte difícil do pensar antes de fazer qualquer escolha?

Hoje, eu mais uma vez me decepcionei com o passado.
E depois tem gente que não entende porque eu faço questão de enterrar tudo.
A mediocridade das pessoas me dá náuseas.
O fingimento também, e ainda mais as máscaras e a mudança de discurso.

Mas é como eu disse esses tempos aí: "a recompensa de tudo isso é o alívio".
Agradeço por não ter mais que passar por esse tipo de constrangimento.
E torço, com toda minha força, pra que o passado entenda que o que ficou lá atrás, naquela curva, não tem a menor chance de me alcançar.

Já passou da hora de ligar o botão do move on e seguir adiante.
#ficadica




segunda-feira, janeiro 30, 2012

Fronteira

"É logo ali", respondeu o senhor de cabelos brancos apontando para uma linha ultrafina pintada no chão.
Ao lado da linha uma placa indicava: Cruzamento perigoso. Fronteira entre os estados de Autopreservação e Tragédia Anunciada.
É, tem coisas que só a maturidade é capaz de mostrar.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Pôr do sol e lavanda

Depois de alguns dias pensando ainda não consegui concluir qual é minha função nesse mundo. Não que eu esteja verdadeiramente preocupada com isso, até porque acho que só vou descobrir, se descobrir, quando estiver em meu leito de morte com meus netos e seus cachorros em volta da minha cama contando alguma piadinha boba pra eu dar risada.

O fato é que hoje, mais do que ontem, por exemplo, consigo detectar alguns papéis que desempenhei ao longo desses meus 27 anos e que não tinha percebido. Alguns deles, confesso, não me orgulho em nada de ter que carregar no meu ‘curriculo de papéis desempenhados’, mas não há outra opção, e o que não tem opção, selecionado está.

O que percebi hoje, mais do que ontem, é que tenho carregado um estigma de “rito de passagem” na vida das pessoas que sempre, invariavelmente, vem carregado de dor. É tanta lamúria atrelada à minha existência que às vezes dói pensar que as lembranças que têm o meu rosto carregam também aquela dor aguda lá no fundo do coração, que por alguns segundos tira o chão debaixo dos pés e dificulta a respiração.

Não sei até que ponto alguém pode achar bom ter esse tipo de lembrança dentro da mente – eu também tenho as minhas trágicas lembranças – mas o fato é que sou isso aí pra um número x de pessoas e sinceramente, não me agrada em nada.

Soa até meio pretensioso de minha parte dizer isso, mas já parti alguns corações. Já destruí sonhos, planos, já pulei fora, desisti, saí correndo no meio da rua, não liguei no dia seguinte e nem nunca mais. Em todas as vezes eu me senti forte e correta o suficiente, e confesso, não me arrependo e faria tudo outra vez. Não pela maldade da ação, porque não há prazer nenhum em fazer alguém sofrer, mas pela certeza de estar tomando a decisão mais adequada pra mim naquele momento; ou seja, eu já fui muito egoísta.

Mas daí eu reclamo, choramingo e praguejo contra aqueles que fizeram o mesmo comigo. Me questiono sobre o porquê de aquele menino que eu tanto amei logo depois que saí da faculdade ter me abandonado pelo telefone, daquela forma que eu julgava tão cruel. Ou o outro, que fez de um tudo e que disse que queria ir comigo pra Babylon do Zeca Baleiro e do nada sumiu, aparecendo hoje com uma família linda, cheia de filhos. E o primeiro de todos? Que simplesmente me trocou por uma menina mais velha - e mais magra, tenho que admitir? Eu achei aquilo o cúmulo da falta de hombridade. Sem contar aquele que morava longe, e que no dia de natal me disse que na verdade amava a ex-namorada e que estava comigo só pra testar o que sentia por ela. E ainda tem outros, que eu prefiro não comentar e não relembrar por enquanto, porque ainda dói.

Não que eu não tenha superado todos esses desamores. Ao contrário, mas me questiono sim, a razão de tudo isso. O que será que eu tinha de tão ruim? Por que não continuar comigo? Soa como uma não superação né? É, eu sei, mas acredite, não é nada disso. É uma questão de auto-aceitação.

E depois eu penso que eu também já troquei um namorado por outro - ele não era mais magro nem nada, era mais velho, apenas isso. Já desfiz um noivado há poucos meses do casamento, com as coisas quase 100% acertadas. Já perdi o interesse por outro, pelo simples fato de que ele não tinha nada pra conversar comigo. Não tinha a menor graça. Troquei um outro pelo trabalho e pelo sonho de ter uma família que, na época, ele com 20 anos e eu com 24, não teria a menor condição de acontecer. Já desisti de um garoto que tinha tudo pra ter dado certo, pela pura preguiça e insegurança de peitar os outros que eram contra, ou seja lá o que tivesse sido aquilo na época.

E hoje, engraçado, todos eles estão muito melhores do que eu. Veja que ironia. Meu ex-noivo está casado e feliz da vida; o outro, de loge, continua com aquela namorada em questão, o mais novo tá por aí, sambando na cara da sociedade com todo o sucesso que ele tem no trabalho. Muito, muito irônico eu tê-lo trocado pelo trabalho e hoje ele estar aí, famoso.

E eles só estão assim hoje, porque em algum momento da vida eu estufei o peito e coloquei pra fora minhas razões, virando as costas e deixando toda a história ali, na mão deles, dizendo que eles poderiam fazer o que bem entendessem daquilo tudo porque aquilo pouco me importava mais. O fato é que sei que esse virar as costas trouxe junto a minha cara eternizada em dor e sufocamento. Na minha experiência mais recente a dor e o sufocamento são mútuos, mas ainda existe, de uma forma ou de outra, a lembrança da minha cara e automaticamente, aquela pontada aguda no coração.

O pior dessa constatação toda é o meu egoísmo falando mais alto, porque eu queria ser uma lembrança agradável, branda, com aquele cheiro de lavanda e com cor de pôr-do-sol, sabe? É pretensão da minha parte querer ser lembrada pelas coisas boas, até porque, é muito mais fácil gravar a dor à excitação e falo isso pela minha própria experiência. Mas eu realmente queria ser aquela face que é lembrada com ternura e carinho. Eu não devo ter feito nada por merecer isso, óbvio, assim como as faces que carrego comigo também não o fizeram, mas eu sou egoísta e um pouco prepotente eu acho. É feio, eu sei, mas pelo menos eu admito.

E todos esses questionamentos e exposições, apenas para perguntar: e agora, como lidar com as lembranças? As minhas, as deles?

quinta-feira, dezembro 08, 2011

O gato, o rato e o amor

Ando quebrando a cabeça a respeito da origem da vida, do universo e tudo mais e infelizmente o 42 ainda não me soa uma resposta aceitável.
Na verdade os caminhos que me levariam ao 42 é que estão meio bagunçados, acho que foi isso o que tentei dizer.
Quase não dá pra perceber o quanto eu ando confusa né? E ultimamente algumas pessoas têm me perguntado muito sobre o que vem acontecendo, já que minha cara não me ajuda a tentar disfarçar esse emaranhado de coisas daqui de dentro da cabeça.

E não é só minha cara que tem refletido essa algazarra: se alguém entrar hoje na minha casa definitivamente terá uma sincope nervosa. Minha mãe se descabelaria e bradaria ao sete ventos que não criou uma filha pra viver numa casa tão bagunçada.

Mas confesso que o que me fez perceber que a coisa não anda muito bem aqui dentro da cabeça, por mais ridículo que pareça, foi uma propaganda de supermercado.
Fui ao cinema hoje e chorei assistindo a propaganda do menino que mora no exterior e não poderia vir ao Brasil para passar o natal com a família. Os amigos gringos fizeram uma vaquinha e lhe compraram as passagens, e ele voou para os braços de mamãe. Foi lindo, comovente e constrangedor, uma vez que as luzes da sala ainda estavam acesas e várias pessoas estavam sentadas próximas a mim. Eu estava sozinha, poderia fingir que não conhecia ninguém. É, na verdade eu não conhecia mesmo, não precisei fingir.

Mas enfim, fui ao cinema disposta a assistir "La Piel que Habito" e para minha surpresa o filme já havia saído de cartaz. Fiquei bem desapontada; queria chegar no trabalho no dia seguinte e comentar com uma amiga sobre o roteiro, a fotografia e atuação do Banderas.

Fiquei em dúvida entre os Muppets e O Palhaço, e optei pelo segundo. "Vamos prestigiar o cinema nacional, que anda precisando", pensei. Quando o filme começou me toquei que, muito provavelmente, o que me levou a escolher esse filme não foi o prestigio pelo cinema nacional e sim alguns fatos recentes e desconexos que andaram confundindo um pouco mais minha cabeça.

E que escolha feliz foi essa minha. Nunca agradeci tanto minha confusão mental quanto hoje. Não só pelo lindo trabalho do Selton Mello como ator/diretor/roteirista, nem pelo Paulo José, que amo de paixão, nem pela fotografia linda, terna e nostálgica. Mas por uma frase solta, ali no meio da história, que fez com que tudo terminasse bem e todos fossem felizes para sempre.

"O gato bebe leite, o rato come queijo e eu sou palhaço"

Coisa linda de deus! Banal, pode dizer, mas lindo, profundo, apocalíptico eu diria.

Sai do filme pensando nisso. Na relação do gato, do rato, dos seus "destinos", do que são programados a fazer, condicionados a fazer, adestrados a fazer, estereotipados a fazer e do que realmente gostam de fazer.
Demorei um tempo até entender como seria a minha frase.

Eu poderia substituir "palhaço" por "produtora", "jornalista", "fotógrafa", "professora", mas nenhuma dessas palavras deixaria a frase 100% aplicável a mim.

E depois de repensar a vida, como nessas coisas de filme mesmo, conclui eu deveria substituir "e eu sou palhaço por "e eu amo".

Piegas, brega, coloque o adjetivo que quiser. Mas essa é minha relação com o destino, com o que está programado, com o que estou condicionada, adestrada, estereotipada a fazer. É o que me descreve, o que me molda; é o que me trouxe até aqui.
Se hoje estou na minha casa, numa cidade alucinada, longe da minha família, dos meus amigos, foi porque amei. Amei um sonho, amei uma mentira, amei um desejo de liberdade e de independência. E continuo amando; minha liberdade, minhas oportunidades, o que está por vir.

Fiquei menos confusa quando descobri minha frase. Acho que isso diz muito sobre os caminhos que vou trilhar até chegar ao meu 42.

"O gato bebe leite, o rato come queijo e eu amo".

quinta-feira, novembro 03, 2011

Saara

O telefone toca sem parar.
Coço os olhos, pisco algumas vezes e tento ignorar, mas não consigo.
Um amigo de longa data escreve, inconsolável, sobre o último pé na bunda que tomou.
Reclama de ter passado dos 30 anos, agindo como se fosse um adolescente: "logo eu? indo atrás de uma paixãozinha?"
Ele não deveria reclamar disso; não deveria mesmo.
Antes sofrer como adolescente e sentir alguma coisa, do que tornar-se árida como me tornei.

quarta-feira, outubro 26, 2011

Bala Soft


Estou naquele momento crítico das palavras entaladas.
Como um gato que se prepara para cuspir uma bola de pêlos.
É tão aflitivo não conseguir dizer o que gostaria que às vezes me sinto engasgada com uma bala soft. Sem saber se faço força pra engolir ou se me debato até por pra fora aquela coisa que está ali parada.

terça-feira, setembro 13, 2011

The Best of Me

A satisfação de descobrir debaixo dos entulhos todas aquelas coisas boas que existiam em mim é indescritível.
Depois de todo esse tempo eu finalmente me sinto leve: eu fiz SIM coisas boas na minha vida. Eu tenho SIM do que me orgulhar até hoje.
E sou SIM uma boa pessoa. Não perfeita, mas suficientemente boa pra mim. Eu aprendi a viver sozinha, a depender apenas de mim e confesso: chegar em casa, na minha casa, e estar sozinha é não só desafiador, mas prazerosamente aconchegante.

Tenho o peito aberto, escancarado, para as novas descobertas dessa minha vida que estava enterrada, e cada vez que me aprofundo nesse buraco, mais coisa boa eu acho. Tantos planos não aproveitados que podem voltar a ativa, tanto afeto, tanto amor próprio ali soterrado. Há um mundo todo meu para descobrir ali dentro.

O sofrimento todo valeu a pena. Tem valido e continuará valendo. A recompensa de anos de batalha é o alívio.

terça-feira, julho 19, 2011

Inércia

A fome que não vem.
O sono que ainda está.
A vida que não vai.
A paz que já se foi.

terça-feira, julho 12, 2011

Wishlist

- Respirar em paz, sem ter essa dor que me aperta o peito
- Andar de cabeça erguida na rua
- Não sentir vergonha de mim ou dos meus atos
- Ter uma noite de sono tranquila
- Dar fim aos pesadelos
- Não acordar chorando no meio da noite
- Liberdade
- Amor próprio
- Auto-conhecimento
- Aceitação


Ter uma wishlist de coisas não palpáveis é deprimente.

quinta-feira, julho 07, 2011

O Coração não Sente

Fato.
O que os olhos não vêem o coração não sente.
Nunca imaginei que isso fosse ser tão verdadeiro pra mim quanto nos últimos dias.
Eu sei do passado. Sei de muita coisa que aconteceu. Sei dos anos que foram passados, sei de algumas histórias, experiências; mas ver, é outra coisa.
Ter ali, quase que esfregado na cara os bons momentos de felicidade em casal é quase uma ofensa.
Compartilhar tudo isso então, para todos os amigos em comum verem, é como admitir que essa memória nunca será esquecida, que é o que se leva da vida.
Eu não participo de nada.
Não há minha cara em anda daquilo tudo. Eu sequer sou citata...eu sequer apareço.
E as memórias que ficam são aquelas do passado.
Daquele momento bom que eles viveram sem que eu existisse.
Enquanto eu fico aqui sofrendo por algo que não existe mais, e todo mundo vê o passado como sendo o que se é.
Invisível...é assim que meu coração está se sentindo.
Invisível e despedaçado...

domingo, maio 29, 2011

Soledad

A gente fala de solidão sem realmente saber o que é. O peito dói e a gente diz que é saudade, que é amor, que é fraqueza. Mas a dor da solidão é tão diferente que no momento em que se sente, a certeza é clara como água de nascente. A solidão dói nas entranhas. Nas juntas de todo o corpo, na nuca, na barriga, nas costas, cabeça e coração. Dói nas mãos, que ficam vazias, nos pés que não sabem pra onde ir, nos ombros que não têm mais o peso dos braços debruçados. Dói nos olhos, que vêem em volta uma multidão de rostos desconhecidos, que procura algum tipo de alento e que só vê o vazio. A solidão dói na consciência, de que é preciso ser uma pessoa melhor para que se tenha companhia. Para que seus amigos lembrem de você e façam questão de te ter por perto, mesmo que seja para não fazer nada. A solidão dói na alma. E essa dor não da pra explicar. Parece um buraco negro que te suga as forças, parece pesadelo sem fim. E é bem nessa hora que a dor entra no ciclo mais cruel de todos: a hora em que se precisa de um abraço sincero, de um afago, de um carinho, e não se tem ninguém. Não falo aqui de amores exclusivamente, falo de amigos, de família. É um ciclo muito, muito cruel, porque é na tristeza que se sabe realmente quando se está sozinho. É olhar para o lado e ver quantas pessoas lembraram de você hoje, quantas pessoas fizeram questão de ter sua companhia, quantas pessoas quiseram estar ao seu lado pelo simples prazer de estar. É a hora que se sabe entender a dor da solidão: é estar sozinho de verdade, na escuridão do coração.

domingo, maio 22, 2011

Pra terminar ele diz:

"Você só me decepcionou, desde o começo. Ela não, ela mereceu que eu escrevesse aquelas palavras lindas. Com ela foi tudo diferente. Você acha que você merecia? Se você tem inveja dela, o problema é seu."

Depois de fechar a porta começou a juntar os caquinhos do coração.
E está lá, juntando-os até agora.

terça-feira, maio 17, 2011

Indiferença

De tudo o que dói, a indiferença é a que dói mais.
Mais que chute na canela, cortar a mão com papel, prender o dedo na porta.
Eu esperava alguma reação, um xingamento que fosse, uma frase sofrida dizendo que estava decepcionado, que não tinha mais jeito, mas ao contrário; toda vez que vou lá encontro o vazio estático do mês retrasado.

O curioso é que há algum tempo, o que se via eram relatos que expunham minhas feridas e imperfeições, como se fosse prazeroso ver a deficiência alheia vir a público. E agora nada.

Antigamente, exitia a tentativa de retomar com outrém uma vida harmonica e cheia de paixão, e por essa razão, escrevia-se coisas lindas sobre como ela era perfeita, sobre como a vida com ela era boa e tinha tudo para dar certo. "Foi minha última tentativa", dizia.

Eu não ganhei nada disso. Ao contrário: de coisas boas só sobraram as memórias mesmo, porque relatos, pra que né? Ninguém precisa saber que eu tenho coisas boas, só as ruins merecem ser jogadas ao vento para se espalharem por aí.

E enquanto eu venho aqui melindrar e chorar a tristeza do meu peito, tenho que lidar com a indiferença, com o não fazer questão, com o passado com ela exposto da forma mais linda, e o passado comigo inundado de rancor e desprezo.

E eu não sei porque ainda me preocupo.
Deve ser a vontade de ser melhor e não conseguir.
Deve ser a frustração de querer ser o que não se pode ser.
Deve ser a inveja velada que eu tenho do amor que não pude ter.

E as lagrimas escorrem sem medo.

quinta-feira, abril 21, 2011

Quando faltam as palavras


Quando faltam as palavras, lágrimas
Quando as lágrimas não são suficientes, música
Quando a música não faz mais sentido, abraços
Quando os abraços já não cabem mais, amigos
Quando os amigos estão distantes, dor
Quando a dor torna-se palpável, mais lágrimas
Lágrimas que cantam, abraçam, confortam como amigas e pesam como a dor.

quarta-feira, abril 20, 2011

Desconectar

Todo meu romantismo banal agora ri da minha cara.
Ele sempre me disse que isso era coisa de gente que ainda não cresceu.
Café na cama, presente de aniversário, flores sem data qualquer, apenas para dizer o que se sabe sem ter que usar palavras.
Um passeio no parque ao sol, ou uma visita ao planetário, para poder ver todas as estrelas ali, bem mais perto do que no infinito do dia a dia.
Ele ri da minha cara porque essas coisas simplesmente não existem na vida de quem não sabe fazer acontecer, que no caso, sou eu mesma.
Em minha mente idealizadora e utópica, a vida era isso: ter a "sorte de um amor tranquilo", como já cantou Cazuza e que escuto agora, freneticamente, desviando da nuvem umida que cobre meus olhos.
E Cazua me enganou quando me convenceu de que era possível ser o pão e a comida de alguém.
Há de se ser também o contraponto, o equilíbrio, a porção racional que mantém os pés no chão.
E meu romantismo banal continua rindo porque eu sempre achei que a racionalidade estragava as coisas. Que a cólera, a chama e a combustão do amor, amor por ele mesmo, daquela forma mais visceral e pura, salvariam a humanidade e transformariam todo lodo em flores.
Essa banalidade infantil que não se desfragmentou com o tempo só me faz ver que eu sempre estive errada. Há cura para a cólera, a combustão pode ser apagada e o amor visceral pode ser suprimido pelo cálculo da conta de luz.
Veja, essa desconexão de idéias pode não fazer mais sentido no momento em que eu concluir esse texto. Mas quero poder ser colérica ao menos nas palavras, que é o que me resta no momento.
Não desenvolvi ainda a habilidade da mudança estratégica e minha bola de neve aumenta de diâmetro a cada minuto que perco concatenando essas idéias.
É preciso ser suficientemente adulta para viver nessa vida.
Eu ainda não saí dos 10 anos.
Prevejo um longo período de confusão mental nos meus próximos 27 anos.

segunda-feira, abril 04, 2011

Cada ponto desses é uma lágrima que derramei.
Cada lágrima que derramei é um pedaço do meu coração que se desfez.
Acordei feliz e dormi despedaçada, desesperada.
Não sei o que vai ser agora.
Onde está o chão debaixo dos meus pés?
Onde estão as ruas dessa cidade?
Onde está minha sanidade?
Tá tudo aí, dentro do teu peito, na tua boca, nos teus olhos, no teu calor.
Sou uma mendiga sem rumo agora.

segunda-feira, março 28, 2011

27

E hoje, ao começar o meu 'desaniversário' eu só queria poder abraçar todos os que eu amo.
Seria o melhor presente de todo o mundo.
Miss you everybody!
I'll be there soon!
;)

sábado, março 05, 2011

Afasia

Pisca os olhos devagar.
As lagrimas escorrem pelo rosto pálido, criando caminhos invisíveis de dor e de lamento.
No peito, o grito sufocado arde.
Na mente, a razão tão clara, tão óbvia, não consegue se explicar.
Sente vontade de correr numa longa e infinita estrada. Até os pés sangrarem. Até a dor tingir de rubro todo o caminho turvo pelo qual esteve.
Sente os lábios costurados. A garganta cortada. As mãos atadas.
Move-se com dificuldade em meio ao lamaçal todo em que está enfiada sua vida.
E cada vez que se move, afunda um pouco mais.
E cada vez que tenta se pronunciar sente dezenas de mãos apertando-lhe o pescoço, na tentativa de impedi-la.
Sente-se cortada ao meio, pelo amor e o desespero.
Confunde-se com o passado. Vê-se girando numa espiral sem fim, como um furacão que leva seu corpo e estraçalha todos os seus ossos.
Enfia-se no fundo de uma caixa para sentir-se protegida. Para sentir-se segura.
Controla o medo do escuro, respira fundo e ali permanece.
Não sabe se é melhor enfrentar sozinha seus medos ou se perder.

quinta-feira, março 03, 2011

"Não é o que eu quero pra mim"

Palavra dita não volta.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Nesse exato momento há alguém em algum lugar rindo das voltas que minha mente dá.
Nesse meu mundo paralelo é como se eu fosse acordar em um pesadelo sem fim, onde todos os fantasmas se uniriam para ver o fim da minha pseudo felicidade.

E eu já sei até os planos que eles têm.

Insanidade rolando solta por aqui.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Ceifador

É tanta dor guardada no peito que a vontade que tenho é de plantar meu coração feito semente, pra ver nascer uma árvore de lágrimas.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Descontrole

É difícil manter a garrafa fechada por muito tempo se você fica chacoalhando aquele líquido fermentado ali dentro. Uma hora estoura.
É difícil abrir a tampa sem que haja uma explosão.

E quando eu vejo essas coisas do passado, esses fantasmas, essa felicidade alheia presa em uma imagem, eternizada, eu me sinto uma garrafa chacoalhando.
Todo aquele sentimento de impotência, aquela raiva descabida, aquela inveja desmedida, aquele ciume infundado. Tudo aquilo chacoalhando, aquecendo, transbordando.

Todo o meu descontrole controlado agora por uma frase: não faz sentido.

003 ~ 365

Tô super atrasada na atualização do blog, mas a atualização do Flickr está em dia.
Aos poucos vou colocando tudo em ordem.

Dia 003
Projeto 365

14/01/2011




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Up side down!
Esse negócio de fazer faxina deixa tudo assim, de pernas pro ar.
Enquanto tudo não estiver bem limpinho, não dá pra colocar as coisas no lugar né?

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Nocaute

Ser forte o tempo todo cansa.
Fingir que é forte e que pode resolver tudo, também cansa.
E tentar ser feliz sendo o que não se é, cansa ainda mais.
Todo mundo precisa mudar. Fato.
Todo mundo tem que se adaptar às regras do jogo.
Mas têm horas que simplesmente não dá.
Você vai mudando, se adaptando, se moldando, e sua corda vai raspando, raspando, raspando e desgasta. Desgasta e rompe.
Não adianta tapar o sol com a peneira.
Não adianta tentar remendar.
Não adianta tentar resolver o que não tem solução.
A corda arrebenta quando se desgasta demais. Esse é o fato. E estoura sempre pro lado mais fraco.
E eu sou o lado mais fraco desse jogo.
E não adianta continuar jogando acreditando cegamente que vai levar até o final e ganhar, quando tudo mostra que o que te espera é uma derrota catastrófica. Que não tem mais como competir. Que não dá mais tempo.

É preciso assumir que há defeitos que não te permitem ter capacidade para atingir aquele objetivo tão almejado.
E ter defeitos não é nenhum demérito inaceitável.
Todo mundo tem defeito.
Todo mundo erra.
A diferença é que uns têm capacidade de corrigir e outros não.

Não se pode querer enxergar de longe tendo 15 graus de miopia. Dá pra usar óculos, lentes de contato, fazer cirurgia. Mas enxergar de longe com a perfeição de quem tem 100% da visão é impossível.
E essa fase da aceitação é a pior de todas.

É difícil aceitar um defeito que não tem correção.
Mas enquanto isso não acontecer, a frustração será sempre uma sombra e a solução nunca virá.
É preciso reconhecer que há defeitos, que eles não tem solução, e que o que não tem solução, solucionado está.

Tem horas que é preciso parar de insistir. De dar murro em ponta de faca.
Tem horas que é preciso jogar a toalha.

Desistir também faz parte.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

The Day After

Existe em mim uma confusão que me atormenta e faz minha cabeça girar mais rápido do que meus olhos conseguem acompanhar.
É como estar numa ressaca eterna.
As coisas não param em seus devidos lugares.
Tudo é disforme, turvo e fora do alcance das mãos.

E quando eu penso que numa dessas, as coisas podem voltar ao normal, ou quem sabe se estabilizar, eu vou lá e tomo outra dose da minha cachaça de insanidade e vomito tudo outra vez.
Depois peço desculpas e saio limpando, desesperada, toda a sujeira que acabei de fazer.

O curioso é que começo tão confiante de que dessa vez não vai dar errado, de que dessa vez eu estou sendo coerente.
Eu até me controlo, falo baixo, respiro e fico um tempo considerável sem derramar uma lágrima sequer.

Mas daí, num piscar de olhos, já está tudo errado outra vez.
Eu já sou burra, eu já falo merda, já sou estúpida, incoerente, incapaz.

Eu queria conseguir entender o que acontece nesse segundo entre fechar e abrir os olhos.
Como tudo pode mudar tão rápido sem que eu perceba?
Onde, céus, onde está o erro?

Qual é a maldita palavra de ordem dessa desordem?

002 ~ 365

Dia 002
Projeto 365
13/01/2011



Hoje foi o dia da faxina.
Não só em casa, mas em mim mesma.
Dia de limpar os pensamentos e as idéias.
De varrer pra fora de mim uma parte da sujeira que ficou acumulada debaixo do tapete.
Quando um lugar fica muito tempo fechado, é notável que o período de limpeza e organização dure mais do que o normal.
E eu não estou esperando que isso vá acabar amanhã.
Ao contrário.
Creio que será um período longo.
Porque sujeira sempre volta, e se descuidar, acumula.
E sei que vou limpar, e limpar, e limpar de novo, e de novo, até as coisas ficarem mais claras, transparentes.
O fato é que não posso mais abandonar meus pensamentos, não posso mais deixá-los de lado, criando pó, acumulando sujeira.
É hora de reaproveitá-los, de reciclar as idéias, de dar utilidade ao que ficou parado e de descartar o que já não serve mais.

E mais pra frente eu vejo como farei pra manter esse ambiente - que hoje ainda está sujo, mal cuidado, sem vida - limpo, arejado, alegre e cheio cor.

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Ainda não consegui encontrar uma boa maneira de falar sobre o procvesso criativo das imagens.
Pensei em vários modelos, mas não encontrei nenhum interessante o suficiente.
De qualquer maneira, o que valeu pra mim, nesse dia, foi o fato de fazer as coisas com calma; de pensar, de raciocinar, de limpar as idéias. De jogar coisas fora - ou de tentar pelo menos.
Já criei uma pilha de coisas para jogar fora.
Agora falta criar coragem para me desfazer delas.
Não será fácil me desligar daquelas idéias e pensamento que me acompanharam e que, de certa forma, ajudaram a me trazer até aqui, aos trancos e barrancos, e fizeram parte da minha personalidade.

O fato é que essas idéias já cumpriram sua função, e está na hora de dizer adeus.
Agora é encher os pulmões de ar, e ir.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Trezentos e sessenta e cinco

De casa pro trabalho, do trabalho pra casa.
No trabalho, engolida pela rotina; em casa, engolida e regurgitada pela rotina.
Decidi então por uma vírgula entre esse engolida e regurgitada e utilizar essa pausa pra fazer algo que me traga algum prazer.
Está mais do que na hora de colocar algum propósito nessa minha vida medíocre.
Mesmo que o propósito assim, a olho nu, seja de certa forma medíocre também.
De qualquer maneira vai ser uma terapia. Uma válvula de escape, uma forma de olhar pra mim mesma, de me descobrir, me redescobrir.
E mais do que uma terapia, vai ser um compromisso comigo. De levar algo até o final. De concluir um projeto, de tirar um tempo para criar, para construir e descontruir conceitos, para estudar, ME estudar, de ser egoísta, egocêntrica, umbiguista. De ser minha prioridade.

É isso: mais do que qualquer outra coisa, essa virgula vai ser o momento onde eu serei a minha prioridade. Já tá na hora, nem que seja por minutos.

Hoje eu (re)comecei meu Projeto 365, onde farei uma foto minha por dia, durante 365 dias.

Virei aqui todos os dias, como complemento do meu projeto fotográfico, para relatar o processo criativo, de composição, edição e para tentar transformar alguns sentimentos em palavras.

Quem sabe assim eu consiga atualizar esse blog e transformá-lo em um espaço interessante, não é?

;)
Dia 001
Projeto 365

12/01/2010



Eu já tentei levar esse projeto até o final em 2008 mas não consegui. Cheguei até o dia cento e alguma coisa, mas acabei desistindo.

Depois de um tempo percebi que esse projeto era uma ótima forma de descobrir coisas novas a meu respeito. Boas e ruins, claro. Todo mundo tem dois lados nessa vida.

O fato é que resolvi voltar a assumir esse compromisso comigo mesma. Muito mais do que um compromisso, um desafio diário de dentar me descobrir, redescobrir, de me auto-avaliar, e de dar a cara a tapa também. Tanto no quesito "conceito" da imagem e qualidade técnica [afinal sou fotógrafa e vou aproveitar esse espaço pra voltar a fazer o que mais amo nessa vida], quanto no quesito "existência" [quem eu sou, minha personalidade, meus pensamentos, afinal, ninguém é obrigado a concordar comigo].

Meu objetivo com esse trabalho é encontrar a verdadeira forma desse rosto aí. É conseguir, ao final de um ano todo, visualizar a minha própria face, da forma como ela é. Sem mascaras, sem distorções, sem alterações. Simples e fiel ao que realmente sou. Aliás, quem será que eu realmente sou?

domingo, novembro 14, 2010

I don't belong here!
Somebody save me!

sexta-feira, novembro 05, 2010

O amargo que amarra a boca é o mesmo que cobre o abismo entre a sala e o quarto daquele coração.

sábado, outubro 16, 2010

A arte abstrata de manter-se em queda livre.
A descoberta de um buraco que nunca acaba.
A escara que não tem cura.
A paz que não tem volta.

terça-feira, setembro 28, 2010

Feridas expostas.
Intimidade desnuda.
A carne lisa agora dilacerada.
As lágrimas de nada adiantaram.
Nem a sinceridade do arrependimento.
Porque arrependimento não é ação, é reação.
E de nada adianta falar e não fazer.
Resta continuar tentando e convivendo com o fato de não ser suficiente.

Até acontecer sabe-se lá o que.

There's a long way to hell no meu caminho.

"Caminhando e cantando e seguindo a canção..."

terça-feira, fevereiro 23, 2010

OS FALSOS PÉS

Estava ali, parada. Uma ameba esperando o momento certo de fagocitar.
E quando seu objeto de desejo se aproximou, permaneceu imóvel, inerte. Não moveu-se sequer um milímetro.
Sentia a presença do que precisava ali do lado. Rondando.
Até esbarraram-se por milésimos de segundos, exatamente o tempo necessário para que lançasse seus pseudópodos ao redor daquela partícula e a englobasse, deixando que aquilo fizesse parte eternamente de sua estrutura.
Mas não o fez. Não teve força. Simplesmente congelou-se e observou o que tanto queria afastar-se.
A única coisa que se esperava era que desse o primeiro passo e envolvesse aquela partícula que tanto precisava.
Nem isso conseguiu fazer.
Continuou ali. Um ser inerte.
E como se a falta de estímulo e de atitude não fosse humilhante o suficiente, terminou a vida colocando-se na lista dos seres que perderam totalmente sua função.

domingo, fevereiro 21, 2010



Preciso de você na minha vida.
Todos os dias.
Toda hora.
Todo minuto.
Quero respirar o mesmo ar que você respira.
Quero deitar no teu peito e dormir tranquila e segura.
Quero te cobrir de beijos de madrugada
E te acordar com carícias
Quero te fazer feliz
Quero ver teu sorriso e olhar no teu olho e esquecer que o mundo existe.
E quando as texturas das nossas línguas se encontrarem, quero sentir de volta aquele arrepio
Aquele jorrar de felicidade que vem lá de dentro da minha alma, e transborda em lágrimas de alegria.
Quero teu abraço forte.
Quero tocar teus cabelos, e ter tua cabeça repousada em meu colo.

Quero esse invólucro de prosperidade, harmonia e paz, que sempre nos envolve quando estamos juntos.
Quero viver.
Viver a vida mais linda que me foi designada.
Uma vida pra te fazer feliz.
EU TE AMO.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

eu hoje me sinto uma estranha.
daquelas bem bizarras, fora de contexto.
perdida num mundo que não é o meu.
tentando me adaptar a coisas que não são minhas.
sempre vivi assim, com esse sentimento, mas hoje, hoje em específico, tudo ficou forte demais dentro da minha cabeça.

sinto-me como uma besta, aprisionada e louca, enfurecida.
quero sair.
quero sair de dentro da minha cabeça.

quero ser outra pessoa.
quero viver outra vida.
quero ser capaz de trazer o bem.
de não ser barreira.
quero ser companhia, e não corpo.
quero sentir que o 'fazer bem' é real.
antes era, agora está apenas no campo das idéias.

por responsabilidade minha.
pela minha falta de capacidade em controlar a besta enfurecida que é a minha mente.
por não conseguir manter a boca fechada.
por não saber implodir.

é isso, eu deveria saber implodir.

quem sabe essa seja minha meta.
pra ser uma pessoa melhor, é preciso saber implodir.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

4, 3, 2, 1

No quadriculado, vejo enquadrado teu rosto.
Ocupando os quatro cantos da minha mente já cansada.
Há três dias não penso em outra coisa
Senão na tríade que formamos, eu, tu e nossa saudade triangular.

Dessa vida queria levar duas coisas apenas:
Um diptico de beijo e abraço e dois cheiros teus.
Pra que quando eu, única, lembrar-me de ti,
Não o sintas longe e sim junto, uno.
Eu e você, num só momento.
Um.

terça-feira, agosto 18, 2009

VIDA TORTA

Não importa que dia seja hoje.
Nem o que isso signfica numa história.
É sempre mais fácil colocar a culpa do que não se pode fazer nos outros.
Se isso magoa, se isso dói, não importa.
O que importa é estar sempre certo.
O que importa é ter seus problemas sempre acima dos problemas do outro.
O que importa é sentir-se sempre acima do outro.
Se você reclama da falta de atenção, não importa.
Se você reclama da falta de carinho, também não importa.
O que importa sempre é o que se sente.
Sempre a primeira pessoa. Sempre o egoísmo.
Não basta tentar não errar, não basta tentar acertar.
Não basta admitir o erro.
Se está errado, assim continurá até o fim dos teus dias.
E se algum dia existir a possibilidade de tentar acertar, desista.
Porque o outro lado estará sempre certo, e você, um humano, mortal e erroneo, não terá espaço pra sequer TENTAR arrumar o que se fez de errado.
Foi isso que descobri hoje.
É isso que levarei pra vida a partir de agora.
Não importa a sua capacidade de tentar acertar, ou sua vontade de que as coisas dêem certo.
Se você errou uma vez, estará fadado a esse julgamento até o último de seus dias.
E o outro lado?
O outro lado sempre terá razões suficientes pra te deixar falando sozinho, não importa que dia seja, nem o que se sente, nem o que se tenta.
O outro lado estará sempre certo, e você, pobre humano que erra, estará fadado a assumir seu erro, tentar arrumar, e não ser perdoado.
E assim é!
E assim será, até o último dos dias!

domingo, julho 19, 2009

Entorpecer-me, aquecer-me junto a qualquer sabor.
Enxer meus ouvidos de barulhos indecifráveis. Aguçar os sentidos.
Num dia típico de inverno, dar espaço permanente à solidão.
Aprender, reaprender a viver só. Redecifrar meus códigos, reinventar a etiqueta.
Como num útero fértil, criar uma nova vida e nutri-la do meu melhor. De mim mesma.
Nascer de novo. Reviver.
Crer no inacreditável. Despir-me das velhas e tolas crenças.
Sentir o que há de novo. Abandonar os antigos sentidos. Cruzar a fronteira.
Tocar-me. Acariciar-me de novos devaneios. Sonhar outros planos. Planejar novos sonhos.
E realizá-los. Lutar para realizá-los.
Sozinha.
Por minhas próprias pernas.
Por meu próprio esforço.
Por amor próprio!

terça-feira, março 31, 2009

DESERTO

É como um labirinto.
Eu ando sem parar, procurando a saída.
Tua voz me chama em todas as direções, mas eu nunca te encontro.
Queria te alcançar, entrar em teu coração, ser tua saída.
Mas cada vez que eu penso ter finalmente tocado em ti, tua imagem desaparece diante dos meus olhos e eu me vejo novamente sozinha, te buscando.
É como um oásis no deserto.
Na verdade, nunca está lá.
É o reflexo da vontade de que estivesse.
E na verdade, eu nunca te tive.
Foi apenas o reflexo da vontade que eu tenho de que você fosse meu.

quarta-feira, março 18, 2009

6 coisas, 6 links

Vou fazer só porque a Glamurosa me chamou!

1 - Eu tomo remédios tarja preta - mas isso não significa que eu seja mais anormal do que você! ;)
2- Amo intensamente, e isso me destrói com a mesma intensidade - quando dizem que amar demais é uma merda, meu bem, acredite!
3 - Trabalho muito, ganho muito pouco, mas sou extremamente feliz com isso - eu adoro meu trabalho, e por mais que a remuneração não seja lááááá essas coisas, eu sou feliz com o que eu faço! e não quero parar nunca!
4 - sinto falta dos meus amigos, mas eu sei que a culpa é minha - ando com tantos problemas que acabei me isolando de tudo e de todos. agora, estou voltando a viver e recuperar as coisas que deixei de lado nesses últimos tempos. e tudo há de passar e todos viveremos felizes para sempre.
5 - eu luto pelo que quero até o fim - enquanto eu não sentir que eu não devo, eu não paro. eu luto mesmo. eu vou atrás mesmo. eu corro atrás. me despedaço. mas a culpa de não ter tentado eu desconheço, porque eu tento até onde meu limite e meu amor próprio me permitem.
6 - tenho estado mais racional - por incrivel que pareça, eu, de certa forma, tenho consiguido ser mais racional ultimamente. o que pra mim é uma vitória. sempre coloquei meu coração na frente da minha razão. hoje vi que não tem valido a pena. tenho sofrido muito, me destruído muito, me desvalorizado muito. agora, a razão tomou finalmente o lugar que lhe era direito, e as coisas hão de melhorar. se não melhorarem, eu mudo de remédio! HAHAHAH

ps: não vou indicar ngm, não pq eu seja chata ou coisa assim, mas pelo simples fato de não conhecer nenhum blogueiro que eu tenha interesse em saber mais sobre! ;*

quinta-feira, março 05, 2009

Entre acertos e erros, o que se sabe é que erramos agora para (nos) acertarmos depois.

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"Saudade é a vontade de ter certeza de que aquilo vai voltar."

quinta-feira, janeiro 01, 2009

GIMME SOME LOVIN'

Era como se todo o ar que existia naquela sala tivesse sumido.
As pessoas saudavam e brindavam o ano que chegava, felizes e esperançosas, enquanto ela chorava baixinho num canto mais escuro.
Ninguém se deu conta de seu choro ou cumprimentou-a nos primeiros 20 minutos do ano.
Sentia-se invisível, solitária, vazia.
Com toda a fé, desejava naquele momento estar longe de tudo aquilo, isolada, no alto de uma montanha, sentindo o vento no rosto, sem nenhum ruido, apenas contemplando as luzes que explodiam no céu.
E enquanto todos faziam suas promessas, ela desejava apenas continuar viva.
Prometeu a si mesma ser uma pessoa diferente, deixar de colocar sua felicidade sob a responsabilidade de outra pessoa.
E pediu também, concentrando-se como nunca outrora havia feito, mais amor.
Mais amor verdadeiro, mais amor altruísta, mais amor que respeita, que reconhece o valor do próximo.
Por fim, deitou-se na cama e adormeceu esperando que esse amor venha ao seu encontro. Seja nesse ano, no próximo, no próximo, no próximo...